Doria renuncia ao governo de SP para disputar a Presidência; Moro se filia ao União Brasil e deve disputar vaga de Deputado Federal

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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quinta-feira, 31, que vai renunciar ao cargo para disputar a Presidência da República. Pela manhã surgiu a informação que Doria desistiria da renúncia e ficaria no cargo até dezembro, porém depois do vice Rodrigo Garcia, supostamente ameaçar a deixar o PSDB e se filiar ao União Brasil, a presidência do PSDB se manifestou e disse que Doria sairia do governo e era o pré-candidato a Presidência.

Doria temia a possibilidade de renunciar ao governo e não disputar as eleições presidenciais, pelo partido, já que Eduardo Leite, governador do Rio Grande Sul estaria se mobilizando para ser candidato à presidência no lugar de Doria.  

Com a saída de Doria, Rodrigo Garcia assume o governo de São Paulo e é pré-candidato para se manter no cargo em 2023.

Ao final do evento no Palácio, Doria admitiu que as movimentações desta quinta-feira tiveram o objetivo de confirmar o apoio do PSDB à sua pré-candidatura.

“Eu sentia era a necessidade de ter um apoio explícito do meu partido que foi dado pelo Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB. Uma carta incontestável, agora não dá para nenhum outro imaginar que pode surrupiar ou pode copiar as prévias do PSDB. Prévias significam democracia e partidos devem seguir a democracia. Agora estou tranquilo – declarou Doria.

Doria venceu as prévias realizadas pelo PSDB, em novembro, após derrotar o governador gaúcho Eduardo Leite e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. Desde então, seu nome não decolou nas pesquisas de intenção de voto: teve 2% no último Datafolha. Com isso, cresceram as pressões para que ele abandonasse a disputa em favor de Leite ou de outro nome de um partido da chamada "terceira via".

Moro assina filiação ao União Brasil e pode ter deixado a pré-candidatura à Presidência da República

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro anunciou na tarde desta quinta-feira, 31, a decisão de deixar o Podemos e se filiar ao partido União Brasil. Posteriormente, pelas redes sociais, ele também declarou que abriu mão de concorrer à Presidência da República neste momento.

Segundo o secretário-executivo da nova sigla, Moro deve ser candidato a deputado federal pelo partido. No entanto, a assessoria de imprensa de Sergio Moro afirmou que o ex-juiz ainda não decidiu qual cargo deve disputar nas próximas eleições.

O anúncio da mudança de partido foi feito em um hotel na Zona Sul da capital paulista, onde Moro assinou a ficha de filiação à nova sigla. Ex-ministro do governo Bolsonaro, Moro havia se filiado ao Podemos em novembro do ano passado, pouco mais de um ano após deixar o governo federal, em abril de 2020.

Em nota publicada nas redes sociais pouco depois, Moro declarou que abriu mão da candidatura à presidência ao mudar de sigla.

"Para ingressar no novo partido, abro mão, nesse momento, da pré-candidatura presidencial e serei um soldado da democracia para recuperar o sonho de um Brasil melhor", disse Moro, em nota oficial.

No comunicado, Moro declarou ainda que a mudança de partido ocorre para "facilitar as negociações das forças políticas de centro democrático em busca de uma candidatura presidencial única".

Segundo o deputado e vice-presidente do União Brasil, Junior Bozzella, Moro mudou o domicílio eleitoral para São Paulo e se colocou à disposição do partido, que vai definir o “lugar pertinente onde ele possa se encaixar”.

“Ele estava habilitado a concorrer a diversos cargos, trouxe o domicílio eleitoral pra São Paulo. Ele vem pra somar, tem 10% nas pesquisas”, disse Bozzella.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira (24), Sergio Moro registrou 8% das intenções de voto para a eleição presidencial de 2022 em todos os cenários simulados.

"O Moro veio de maneira bastante humilde, desprendido, por um projeto de partido e, consequentemente, por um projeto de país. E ele falou 'eu vou me colocar a disposição daquilo que o partido julgar mais pertinente pra que eu venha disputar na eleição de outubro de 2022 ou não'", completou Bozzella.

Com informações do O Globo

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