O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira, 5, que educadores das redes pública e privada devem ser o segundo grupo a receber a vacina Coronavac contra a Covid-19, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, a previsão é a de que o terceiro grupo a receber as doses seja formado por pessoas com doenças crônicas.
"Nós entendemos que educadores deverão ser o segundo grupo a ser vacinado. [...] Lógico que os municipais também [além dos funcionários estaduais] serão acolhidos, bem como das redes privadas e, a seguir, portadores de doenças crônicas", afirmou o secretário.
Ainda de acordo com ele, o primeiro grupo a tomar a vacina vai ser formado profissionais de saúde que estão dentro de ambientes com alta circulação do vírus. A previsão é que isso ocorra a partir de 15 de dezembro.
"O que nós temos como rito já definido é a vacinação primeiro dos profissionais da área da saúde, uma vez que eles estão muito dentro dos ambientes nos quais a circulação do vírus é extremamente elevada", disse Gorinchteyn.
Contrato com a Sinovac
Na quarta-feira (30), o governador de São Paulo, João Doria, assinou um contrato com o laboratório chinês Sinovac para o recebimento de 46 milhões de doses da vacina Coronavac.
Na ocasião, o governador anunciou que a vacinação de profissionais de saúde deve ter início em 15 de dezembro.
O anúncio da parceria com o Sinovac para a produção de uma vacina contra o coronavírus foi feito há mais de três meses, em 11 de junho.
A vacina Coronavac ainda está em testes entre profissionais de saúde brasileiros. Até agora, 7 mil voluntários já participaram da pesquisa, segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. A meta é envolver 13 mil pessoas na pesquisa.
Em relação ao valor pago pelo estado de SP para a Sinovac, Doria disse que o contrato assinado é de US$ 90 milhões. Até dezembro, a farmacêutica vai enviar 6 milhões de doses da vacina já prontas, enquanto outras 40 milhões serão envasadas em São Paulo, segundo o governo.





