O Twitter aceitou a proposta de compra feita por Elon Musk, o homem mais rico do mundo, após uma reunião entre o empresário e executivos da rede social no último domingo, 24. Usuário e protagonista de muitas polêmicas na rede social, ele agora promete mudar seu funcionamento como dono.
Em comunicado, o empresário defendeu a "liberdade de expressão", prometeu combater robôs e cogitou "autenticar" todos os usuários.
A oferta feita aos acionistas por Musk, fundador da gigante de carros elétricos Tesla e da companhia espacial Space-X, prevê o pagamento de US$ 54,20 por ação, o que avalia a plataforma em US$ 44 bilhões (quase R$ 215 bilhões), um preço 38% acima do valor em Bolsa da empresa em 1º de abril, antes da proposta do bilionário.
Com 16 anos de existência, a rede social que virou um fórum de debate público em vários países vai se tornar, agora, uma empresa de capital fechado. E, segundo analistas, deve ter sua política de moderação de conteúdo revista.
Ele também deu sinais do que pretende mudar na plataforma: "Quero tornar o Twitter melhor do que nunca, aprimorando o produto com novos recursos, tornando os algoritmos de código aberto para aumentar a confiança, derrotando bots de spam (robôs que replicam mensagens) e autenticando todos os humanos."
Musk já declarou ser contra qualquer tipo de marcação de conteúdo indevido ou de suspensão de publicações, sob o argumento de que defende a liberdade de expressão. E sua proposta de compra do Twitter foi saudada por políticos americanos de direita.
Reviravolta na história do Twitter
Tornar-se uma empresa de capital fechado marca uma dramática mudança para o Twitter, uma companhia que começou sua história em 2006 como um serviço de mensagem para usuários compartilharem seus status com amigos.
Rapidamente, o Twitter se tornou em uma forma de as pessoas publicarem postagens curtas, de 140 caracteres ou menos, para uma audiência.
A rede social logo conquistou políticos, celebridades e jornalistas e assegurou o seu lugar entre as gigantes emergentes das redes sociais como o Facebook e o YouTube. Tornou-se um modelo da nova e mais interativa forma de usar a internet, na realidade que veio a ser chamada de Web 2.0.
Em seguida à sua criação, em 2006, a companhia enfrentou uma série de crises, incluindo uma reestruturação gerencial que levou à remoção do cofundador Jack Dorsey nos primeiros dias da companhia e seu eventual retorno em 2015.
Após sua oferta pública inicial de ações (IPO), em 2013, a companhia considerou a venda de seu controle em 2016, chamando a atenção de grupos que vão da Disney à Salesforce.
Em 2020, Dorsey se envolveu numa disputa com um investidor ativista que forçou o Twitter a estabelecer metas específicas de crescimento e adicionar mais mecanismos de controle e transparência da administração da empresa.
Isso acabou funcionando como um catalisador para a segunda saída de Dorsey, que passou a focar em sua outra companhia, a Block, voltada para pagamentos digitais.
Com informações do Globo
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