Empresário de Ipaussu é preso com carro furtado e adulterado na BR-153 em Ourinhos

Veículo de luxo apresentava sinais de clonagem e havia sido furtado em 2023; suspeito alega ter agido de boa-fé.
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Um empresário de Ipaussu, identificado como Daniel N. Z. F., foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira, dia 15 de abril de 2026, na Rodovia BR-153, em Ourinhos (SP), suspeito de envolvimento com crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

De acordo com informações constantes no Auto de Prisão em Flagrante, a abordagem ocorreu após a Polícia Rodoviária Federal receber alertas de sistemas de análise de risco indicando a circulação de dois veículos com a mesma placa em locais distintos — um em Campo Grande (MS) e outro na região de Ourinhos. A situação levantou suspeita de clonagem.

Durante patrulhamento, os policiais localizaram um Audi A3 branco com as características apontadas e realizaram a abordagem. O veículo apresentava sinais visíveis de adulteração, como raspagem e remarcação do chassi, substituição de etiquetas identificadoras e indícios de alteração no número do motor. Após análise técnica, foi possível identificar o número original do chassi, que correspondia a um veículo furtado em dezembro de 2023 na cidade de Cândido Mota (SP).

Ainda segundo o registro policial, o empresário afirmou que adquiriu o carro por meio de uma troca envolvendo uma carreta de sua propriedade, negociada com um terceiro na cidade de Ourinhos, sem contrato formal ou vistoria prévia. Ele declarou não ter conhecimento da origem ilícita do veículo, sustentando que acreditava tratar-se de um bem regular, apesar de pendências administrativas.

Após ser apresentado em audiência de custódia, o empresário teve a liberdade provisória concedida pela Justiça, nos termos do artigo 310, inciso III, do Código de Processo Penal. O magistrado entendeu pela ausência dos requisitos para decretação da prisão preventiva, impondo, contudo, medidas cautelares diversas da prisão, com advertência de que eventual descumprimento poderá resultar em nova decretação de custódia. O investigado responderá ao processo em liberdade, enquanto o caso segue sob apuração pelas autoridades competentes.