Documentos oficiais e dados públicos analisados por veículos de imprensa revelam que duas empresas ligadas a parentes do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, mantiveram relações societárias com um fundo de investimentos conectado, de forma indireta, à teia financeira investigada no caso do Banco Master. As informações indicam que o Arleen Fundo de Investimentos teve participação tanto na Tayayá Administração e Participações — responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR) ligado à família do ministro — quanto na DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária que também teve como sócio um primo de Toffoli.
O Arleen Fundo de Investimentos não é alvo direto de investigação, mas aparece vinculado a uma cadeia de fundos administrados pela Reag Investimentos, empresa investigada na Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A conexão com o caso Master ocorre porque o Arleen foi cotista do fundo RWM Plus, que, por sua vez, recebeu recursos de fundos associados ao Maia 95 — um dos seis apontados pelo Banco Central como integrantes da suposta rede de fraudes financeiras do banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.
De acordo com balanços e registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Arleen foi criado em 2021 e, durante sua existência, concentrou seus investimentos em apenas quatro ativos, entre eles as duas empresas ligadas a parentes do ministro e o fundo RWM Plus. Em novembro de 2021, uma participação de R$ 20 milhões no resort Tayayá representava praticamente toda a carteira do fundo. Em maio de 2025, esse valor havia sido reduzido para R$ 4,4 milhões. Já na DGEP Empreendimentos, a participação do Arleen alcançou R$ 16,4 milhões no último balanço disponível.
O resort Tayayá, inaugurado em 2008 às margens da represa Chavantes, no Rio Paranapanema, 3 KM da foz do Rio Itararé, teve ao longo dos anos participações acionárias de irmãos e de um primo de Dias Toffoli. Em 2017, o ministro chegou a receber homenagem da Câmara Municipal de Ribeirão Claro por sua contribuição ao desenvolvimento turístico local, em referência ao empreendimento. Registros da Receita Federal e da Junta Comercial do Paraná indicam que os parentes do ministro deixaram formalmente a sociedade antes de 2025.
A DGEP Empreendimentos, também sediada em Ribeirão Claro, tinha endereço e contato eletrônico vinculados ao próprio resort, reforçando a interligação entre as empresas. Segundo investigadores, estruturas semelhantes à do Arleen teriam sido usadas para desviar recursos obtidos por empréstimos do Banco Master, com posterior circulação do dinheiro por fundos que adquiriam ativos de baixo valor, inflando artificialmente patrimônios.
Dias Toffoli é o relator, no STF, do inquérito que apura as fraudes envolvendo o Banco Master e fundos administrados pela Reag. O caso tramita sob sigilo e teve decisões consideradas controversas por setores do mercado financeiro e do meio político, incluindo a convocação de uma acareação entre investigados e um diretor do Banco Central responsável pela fiscalização do sistema bancário.
O Arleen Fundo de Investimentos entrou em processo de liquidação em novembro de 2025, no mesmo mês da prisão de Daniel Vorcaro e pouco tempo após o avanço das investigações da Operação Carbono Oculto. Auditoria registrada na CVM apontou ausência de documentos essenciais, levando a empresa responsável a se abster de emitir parecer sobre as demonstrações financeiras do fundo.
Procurados, Dias Toffoli, seus familiares, a Reag Investimentos, o Banco Master e representantes do resort Tayayá não se manifestaram até a publicação das reportagens. A defesa de Daniel Vorcaro nega qualquer irregularidade, afirma que o Banco Master não foi gestor nem cotista dos fundos citados e sustenta que a instituição colabora com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.
O Arleen Fundo de Investimentos não é alvo direto de investigação, mas aparece vinculado a uma cadeia de fundos administrados pela Reag Investimentos, empresa investigada na Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A conexão com o caso Master ocorre porque o Arleen foi cotista do fundo RWM Plus, que, por sua vez, recebeu recursos de fundos associados ao Maia 95 — um dos seis apontados pelo Banco Central como integrantes da suposta rede de fraudes financeiras do banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.
De acordo com balanços e registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Arleen foi criado em 2021 e, durante sua existência, concentrou seus investimentos em apenas quatro ativos, entre eles as duas empresas ligadas a parentes do ministro e o fundo RWM Plus. Em novembro de 2021, uma participação de R$ 20 milhões no resort Tayayá representava praticamente toda a carteira do fundo. Em maio de 2025, esse valor havia sido reduzido para R$ 4,4 milhões. Já na DGEP Empreendimentos, a participação do Arleen alcançou R$ 16,4 milhões no último balanço disponível.
O resort Tayayá, inaugurado em 2008 às margens da represa Chavantes, no Rio Paranapanema, 3 KM da foz do Rio Itararé, teve ao longo dos anos participações acionárias de irmãos e de um primo de Dias Toffoli. Em 2017, o ministro chegou a receber homenagem da Câmara Municipal de Ribeirão Claro por sua contribuição ao desenvolvimento turístico local, em referência ao empreendimento. Registros da Receita Federal e da Junta Comercial do Paraná indicam que os parentes do ministro deixaram formalmente a sociedade antes de 2025.
A DGEP Empreendimentos, também sediada em Ribeirão Claro, tinha endereço e contato eletrônico vinculados ao próprio resort, reforçando a interligação entre as empresas. Segundo investigadores, estruturas semelhantes à do Arleen teriam sido usadas para desviar recursos obtidos por empréstimos do Banco Master, com posterior circulação do dinheiro por fundos que adquiriam ativos de baixo valor, inflando artificialmente patrimônios.
Dias Toffoli é o relator, no STF, do inquérito que apura as fraudes envolvendo o Banco Master e fundos administrados pela Reag. O caso tramita sob sigilo e teve decisões consideradas controversas por setores do mercado financeiro e do meio político, incluindo a convocação de uma acareação entre investigados e um diretor do Banco Central responsável pela fiscalização do sistema bancário.
O Arleen Fundo de Investimentos entrou em processo de liquidação em novembro de 2025, no mesmo mês da prisão de Daniel Vorcaro e pouco tempo após o avanço das investigações da Operação Carbono Oculto. Auditoria registrada na CVM apontou ausência de documentos essenciais, levando a empresa responsável a se abster de emitir parecer sobre as demonstrações financeiras do fundo.
Procurados, Dias Toffoli, seus familiares, a Reag Investimentos, o Banco Master e representantes do resort Tayayá não se manifestaram até a publicação das reportagens. A defesa de Daniel Vorcaro nega qualquer irregularidade, afirma que o Banco Master não foi gestor nem cotista dos fundos citados e sustenta que a instituição colabora com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.




