Íris Rocha, uma enfermeira grávida de oito meses, foi encontrada morta a tiros em Alfredo Chaves, na Região Serrana do Espírito Santo, em uma estrada rural que liga Matilde à comunidade de São Bento de Urânia na última quinta-feira, 11. A vítima, de 30 anos, também era mestranda em Ciências Fisiológicas na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e lecionava em um curso técnico de Enfermagem.
A mãe de Íris, Márcia Rocha, relatou à TV Gazeta como recebeu a notícia da morte da filha. O corpo, encontrado coberto com cal, levou a polícia a confrontar características com todas as Íris, identificando a vítima. Íris estava grávida de uma menina, Rebeca, que estava prevista para nascer em fevereiro.
Familiares e amigos descreveram Íris como uma pessoa meiga, trabalhadora e dedicada, que atuava com orgulho no Hospital das Clínicas e conciliava sua carreira com o mestrado na Ufes. O Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES) lamentou a tragédia, destacando a dedicação de Íris à profissão e pedindo justiça diante do ato de extrema crueldade.
A polícia encontrou 5 cápsulas de bala no local do crime, indicando que Íris foi atingida por pelo menos dois disparos na região do tórax. O corpo, inicialmente não identificado, foi reconhecido pela família apenas nesta segunda-feira (15). A Polícia Civil está investigando o caso, e até o momento, não há indícios de envolvimento de servidores da Polícia Militar do Espírito Santo. O sepultamento ocorreu no Cemitério Jardim da Paz, na Serra. A comunidade e os familiares exigem justiça diante dessa tragédia.
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