Escola SESI de Ourinhos lança projeto "Juventudes Antimisoginia" e mobiliza estudantes pela equidade de gênero

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A Escola SESI de Ourinhos deu início ao projeto Juventudes Antimisoginia, uma iniciativa inovadora do SESI-SP voltada ao combate à discriminação contra as mulheres e à promoção da equidade de gênero no ambiente escolar. A ação faz parte de um movimento mais amplo que envolve todas as unidades da rede SESI-SP e tem como proposta central a construção de uma cultura de respeito, empatia e igualdade entre os estudantes.

Com a participação de 30 alunos — sendo 22 meninas e 8 meninos — do 9º ano ao 3º ano do Ensino Médio, o projeto busca fomentar o protagonismo juvenil por meio de comitês estudantis, palestras, oficinas e atividades interativas. As ações estão sendo construídas de forma colaborativa entre estudantes, professores e equipe gestora, com foco na conscientização e transformação social.

A primeira reunião entre os alunos e a gestão escolar marcou a apresentação do conteúdo do programa, o levantamento de ideias e a definição de metas. A presença dos meninos nos comitês é um dos diferenciais da iniciativa, incentivando a participação ativa de todos na construção de um ambiente mais igualitário e no enfrentamento da misoginia.

“Fazer parte desse projeto é, definitivamente, uma honra. É dar voz às garotas da escola e mostrar, para todos em geral, a importância do respeito e da igualdade. É ensinar pautas fundamentais para o ser humano, promover construção, evolução e empatia”, destacou Maria Laura Alves, aluna do SESI Ourinhos.

Lançamento oficial em São Paulo
O lançamento oficial do programa ocorreu no dia 11 de março, na capital paulista, reunindo representantes de diversas escolas da rede SESI-SP, incluindo unidades de Ourinhos, Assis, Santa Cruz do Rio Pardo, Paraguaçu Paulista, Garça e Marília. O evento contou com a presença de lideranças como Josué Gomes da Silva, presidente da FIESP, SESI-SP e SENAI-SP, além de convidados especiais e representantes das áreas de educação e cultura.

Vanessa Rodrigues, professora da Escola SESI Ourinhos e líder do comitê local, participou do evento e destacou a relevância da proposta. “A escola é um espaço de construção de valores. E trabalhar a temática da misoginia é um passo fundamental para promovermos justiça e igualdade. Esse projeto dá voz aos estudantes e os prepara para serem cidadãos mais conscientes e justos. Uma sociedade justa começa com educação — ela começa na escola!”, afirmou.

Impacto na rede SESI-SP
Com abrangência estadual, o Juventudes Antimisoginia envolverá mais de 3 mil estudantes de todas as unidades do SESI-SP. A expectativa é que o programa gere impactos concretos na vivência escolar e na formação cidadã dos alunos.

“As unidades estão entusiasmadas com o programa e comprometidas com sua execução. Gestores, professores e estudantes estão mobilizados para que essa iniciativa se transforme em ações efetivas”, destacou Leticia Luz Azevedo Cruz, especialista em psicologia educacional do SESI-SP.

Com a implantação do projeto, a Escola SESI de Ourinhos reafirma seu papel como agente de transformação social, promovendo uma educação baseada no respeito, na igualdade e na valorização da diversidade.