EUA anunciam fechamento do espaço aéreo sobre a Venezuela

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O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, declarou neste sábado (29) que o espaço aéreo “acima e ao redor da Venezuela” deve ser considerado “totalmente fechado” por companhias aéreas, pilotos, narcotraficantes e traficantes humanos. A mensagem foi publicada em sua rede social, com um tom direto:
“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas: considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado. Obrigado pela atenção.”



Contexto
Na sexta-feira (21), a agência americana de aviação civil, Federal Aviation Administration (FAA), já havia emitido um alerta recomendando que companhias aéreas “exercitem cautela” ao sobrevoar a Venezuela, citando o agravamento da situação de segurança no país e o aumento da atividade militar. A recomendação apontava risco para aeronaves em todas as altitudes, inclusive durante sobrevoo, decolagem ou pouso.

Como consequência, várias companhias suspenderam ou redirecionaram voos.

Agora, com a declaração de Trump, a orientação unilateral dos EUA se torna mais enfática — embora o país não tenha autoridade internacional para “fechar” formalmente o espaço aéreo de outro Estado, a mensagem já aumenta a pressão sobre companhias e expande o contexto de risco para aviação civil na região.

Reações e impactos imediatos
Em resposta ao alerta da FAA e à retomada da pressão americana, o governo da Venezuela anunciou a revogação da licença de operação de ao menos seis companhias aéreas que haviam suspenso voos, entre elas marcas internacionais e brasileiras.

A decisão gerou críticas da indústria da aviação e organismos internacionais, que alertaram para os impactos na conectividade da Venezuela e no direito de livre circulação de pessoas.

Escalada diplomática e risco de novas incursões
A declaração de Trump acontece em meio a uma escalada na retórica dos EUA — na quinta-feira (27), ele já havia afirmado que ofensivas terrestres contra narcotráfico na Venezuela deveriam começar “muito em breve”.

Fontes citadas pela imprensa internacional indicam que meios militares e navais dos EUA estão sendo mobilizados na região, sugerindo que a “opção militar” permanece aberta