Explosão em agência bancária em Minas Gerais relembra ataque ocorrido em Ourinhos em 2020

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Uma agência do Banco do Brasil foi alvo de um violento ataque criminoso na madrugada desta sexta-feira (10), no centro de Guidoval (MG). A ação, marcada por explosões e forte aparato logístico, é considerada muito semelhante ao episódio registrado em Ourinhos no dia 2 de maio de 2020 — crime que, em breve, completa seis anos.

De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, o ataque ocorreu por volta das 3h e envolveu cerca de 10 criminosos. Pelo menos um caixa eletrônico foi destruído com o uso de explosivos, mas ainda não há confirmação sobre valores levados. Até o momento, três suspeitos foram presos, porém suas identidades não foram divulgadas.

Assim como no caso de Ourinhos, os criminosos agiram de forma coordenada e utilizaram estratégias para dificultar a ação policial. Ruas foram bloqueadas com barricadas feitas de pneus e veículos incendiados, além da dispersão de “miguelitos” — objetos metálicos pontiagudos usados para furar pneus de viaturas. Imagens também mostram homens armados fazendo a segurança do local enquanto outros executavam as detonações.

O Batalhão de Operações Policiais Especiais, de Belo Horizonte, foi acionado e realizou uma varredura na agência por possíveis explosivos remanescentes, não encontrando novos artefatos. Ainda assim, a área permanece isolada para o trabalho da perícia da Polícia Civil de Minas Gerais.

Um dos veículos utilizados pelo grupo foi localizado abandonado na zona rural de Rodeiro, e um helicóptero da base de Juiz de Fora auxilia nas buscas por outros envolvidos.

A Prefeitura de Guidoval informou que o comércio nas proximidades foi afetado, com estabelecimentos fechados durante a manhã. Moradores também enfrentam restrições de circulação devido ao isolamento da área.

Em nota, o Banco do Brasil informou que colabora com as investigações e que a agência permanecerá fechada para perícia. O banco orienta que clientes busquem atendimento em cidades vizinhas ou utilizem os canais digitais.

O caso será investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Ubá.