A família de uma menina de seis anos está mobilizada em uma corrida contra o tempo para conseguir recursos para um tratamento experimental na Itália após a criança ser diagnosticada com um tumor cerebral raro e agressivo. O tratamento, que é realizado em um hospital pediátrico em Roma, tem custo estimado em pelo menos R$ 1,3 milhão.
Ana Cardoso Vassoler recebeu o diagnóstico em janeiro deste ano de glioma difuso na ponte, um tipo de tumor cerebral considerado raro e extremamente agressivo, segundo classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença atinge principalmente crianças entre cinco e dez anos e se desenvolve em uma área delicada do tronco encefálico, responsável por funções vitais como respiração, deglutição e movimentos oculares.
De acordo com a mãe da menina, Fabiane Cardoso Vassoler, que é médica neurologista infantil, os primeiros sinais surgiram quando Ana começou a apresentar dores de cabeça frequentes. Inicialmente, a família não suspeitou de algo grave, pois as dores eram rápidas e passavam logo. No entanto, o pai da criança, que também é médico, decidiu levá-la para realizar exames de ressonância magnética, que confirmaram o diagnóstico.
Segundo Fabiane, o tipo de tumor é considerado um dos mais difíceis de tratar. “Não há tratamento específico e não é possível realizar cirurgia, pois a região é extremamente sensível e vital, com muitos nervos importantes”, explicou.
Diante da gravidade do caso e da expectativa de vida estimada entre seis meses e um ano, a família passou a buscar alternativas de tratamento em diferentes centros de pesquisa ao redor do mundo. Durante as pesquisas, eles encontraram estudos avançados sobre uma terapia experimental chamada CAR-T anti-GD2, que utiliza engenharia genética e apresentou resultados promissores em testes pré-clínicos, com remissões completas do tumor em alguns casos.
Após entrar em contato com diversos centros médicos, a família recebeu resposta positiva apenas de um hospital pediátrico na Itália, que aceitou incluir Ana no tratamento experimental.
Antes da viagem, porém, a menina precisa passar por sessões de radioterapia, que ajudam a romper a barreira natural do tumor e permitem que medicamentos alcancem a região afetada. O tratamento deve durar cerca de seis semanas, período em que a família tenta arrecadar o valor necessário para que Ana possa viajar e iniciar a imunoterapia.
O procedimento utiliza as próprias células da paciente para produzir uma medicação capaz de combater o tumor, oferecendo uma esperança de prolongar a vida da criança e, possivelmente, alcançar a cura. Enquanto isso, familiares e amigos seguem mobilizados em campanhas para arrecadar recursos e viabilizar o tratamento no exterior.
Campanha nas redes sociais
O custo do tratamento é de pouco mais de 220 mil euros, número que, convertido em reais, dá aproximadamente de R$ 1.360.000. Segundo Fabiane, o valor precisa ser depositado antes da viagem para a Itália, segundo as orientações do Hospital Bambino Gesú, enviadas a família na quarta-feira (11).
Por isso, a família está com uma campanha nas redes sociais e também tem vendido bens para levantar o valor necessário até o dia 24 de abril, quando deve ser encerrada a fase de radioterapia.
"Como uma pessoa que tem fé, eu creio na cura. Se a cura não vier, creio que o tempo de vida dela possa ser maior do que um ano, maior que dois anos, para que ela consiga esperar que novas terapias que estão em estudo possam curá-la", finaliza.
Ana Cardoso Vassoler recebeu o diagnóstico em janeiro deste ano de glioma difuso na ponte, um tipo de tumor cerebral considerado raro e extremamente agressivo, segundo classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença atinge principalmente crianças entre cinco e dez anos e se desenvolve em uma área delicada do tronco encefálico, responsável por funções vitais como respiração, deglutição e movimentos oculares.
De acordo com a mãe da menina, Fabiane Cardoso Vassoler, que é médica neurologista infantil, os primeiros sinais surgiram quando Ana começou a apresentar dores de cabeça frequentes. Inicialmente, a família não suspeitou de algo grave, pois as dores eram rápidas e passavam logo. No entanto, o pai da criança, que também é médico, decidiu levá-la para realizar exames de ressonância magnética, que confirmaram o diagnóstico.
Segundo Fabiane, o tipo de tumor é considerado um dos mais difíceis de tratar. “Não há tratamento específico e não é possível realizar cirurgia, pois a região é extremamente sensível e vital, com muitos nervos importantes”, explicou.
Diante da gravidade do caso e da expectativa de vida estimada entre seis meses e um ano, a família passou a buscar alternativas de tratamento em diferentes centros de pesquisa ao redor do mundo. Durante as pesquisas, eles encontraram estudos avançados sobre uma terapia experimental chamada CAR-T anti-GD2, que utiliza engenharia genética e apresentou resultados promissores em testes pré-clínicos, com remissões completas do tumor em alguns casos.
Após entrar em contato com diversos centros médicos, a família recebeu resposta positiva apenas de um hospital pediátrico na Itália, que aceitou incluir Ana no tratamento experimental.
Antes da viagem, porém, a menina precisa passar por sessões de radioterapia, que ajudam a romper a barreira natural do tumor e permitem que medicamentos alcancem a região afetada. O tratamento deve durar cerca de seis semanas, período em que a família tenta arrecadar o valor necessário para que Ana possa viajar e iniciar a imunoterapia.
O procedimento utiliza as próprias células da paciente para produzir uma medicação capaz de combater o tumor, oferecendo uma esperança de prolongar a vida da criança e, possivelmente, alcançar a cura. Enquanto isso, familiares e amigos seguem mobilizados em campanhas para arrecadar recursos e viabilizar o tratamento no exterior.
Campanha nas redes sociais
O custo do tratamento é de pouco mais de 220 mil euros, número que, convertido em reais, dá aproximadamente de R$ 1.360.000. Segundo Fabiane, o valor precisa ser depositado antes da viagem para a Itália, segundo as orientações do Hospital Bambino Gesú, enviadas a família na quarta-feira (11).
Por isso, a família está com uma campanha nas redes sociais e também tem vendido bens para levantar o valor necessário até o dia 24 de abril, quando deve ser encerrada a fase de radioterapia.
"Como uma pessoa que tem fé, eu creio na cura. Se a cura não vier, creio que o tempo de vida dela possa ser maior do que um ano, maior que dois anos, para que ela consiga esperar que novas terapias que estão em estudo possam curá-la", finaliza.
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