Um vídeo que mostra o padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nova Maringá (MT), com a noiva de um fiel dentro da casa paroquial desencadeou duas frentes de apuração: uma investigação canônica pela Diocese de Diamantino e um inquérito da Polícia Civil sobre a possível divulgação ilegal das imagens.
O episódio ocorreu durante uma madrugada. As imagens começaram a circular nas redes sociais no início de outubro. Segundo moradores, o noivo da jovem estava viajando quando recebeu mensagens alertando sobre a presença dela na residência paroquial. Ele foi até o local, registrou a situação e divulgou o vídeo, que rapidamente viralizou nas redes sociais e causou forte reação em uma cidade com pouco mais de 5,8 mil habitantes.
Nas imagens, o religioso aparece sem camisa, enquanto a mulher se esconde no banheiro. O noivo arromba a porta e a encontra debaixo da pia. Em áudios que circulam nas redes sociais, o padre afirma que a jovem teria pedido para usar um quarto externo para tomar banho e trocar de roupa. A identidade dela não foi divulgada.
Após a repercussão, Simplício excluiu seus perfis nas redes sociais e não se pronunciou publicamente. A Diocese, em nota assinada pelo bispo Dom Vital Chitolina, informou que “todas as medidas previstas já estão sendo devidamente tomadas” e pediu compreensão e orações.
Como funciona a investigação da Igreja
Segundo o padre Ziad Alkhoury, mestre em direito canônico, todo processo começa com uma apuração preliminar feita pelo bispo — a chamada informatio praevia, que reúne depoimentos e provas antes da abertura de um processo formal.
Se houver indícios de falta grave, pode ser instaurado um processo penal eclesiástico. O padre tem direito de defesa e pode constituir advogado. O caso pode ser julgado na diocese ou encaminhado ao Vaticano, conforme a gravidade.
O bispo também pode aplicar medidas cautelares previstas no cânone 1722, como afastamento provisório e restrição de funções, para evitar escândalo ou prejuízo pastoral.
As punições variam: desde advertências (cânone 1339) até suspensão e afastamento do estado clerical em casos de violação do sexto mandamento (cânone 1395). As decisões mais severas são homologadas pela Santa Sé.
O compromisso de castidade
Padres católicos são obrigados a observar castidade e continência conforme o cânone 277 §1, que exige dedicação integral à missão da Igreja. Segundo o padre Ziad, a quebra desse voto pode causar escândalo e abalar a credibilidade do ministério.
Polícia investiga quem divulgou o vídeo
Paralelamente, a Polícia Civil apura possível crime pela divulgação das imagens. Um familiar da jovem, de 21 anos, registrou boletim de ocorrência em 13 de outubro, no bairro Jardim Europa, em Nova Maringá. O inquérito foi encaminhado à Delegacia de São José do Rio Claro e segue em fase inicial. A corporação informou que, por enquanto, não divulgará detalhes para não comprometer as investigações.
Nem o padre Luciano Braga Simplício nem representantes da Paróquia Nossa Senhora Aparecida se manifestaram até o momento. O espaço segue aberto.
O episódio ocorreu durante uma madrugada. As imagens começaram a circular nas redes sociais no início de outubro. Segundo moradores, o noivo da jovem estava viajando quando recebeu mensagens alertando sobre a presença dela na residência paroquial. Ele foi até o local, registrou a situação e divulgou o vídeo, que rapidamente viralizou nas redes sociais e causou forte reação em uma cidade com pouco mais de 5,8 mil habitantes.
Nas imagens, o religioso aparece sem camisa, enquanto a mulher se esconde no banheiro. O noivo arromba a porta e a encontra debaixo da pia. Em áudios que circulam nas redes sociais, o padre afirma que a jovem teria pedido para usar um quarto externo para tomar banho e trocar de roupa. A identidade dela não foi divulgada.
Após a repercussão, Simplício excluiu seus perfis nas redes sociais e não se pronunciou publicamente. A Diocese, em nota assinada pelo bispo Dom Vital Chitolina, informou que “todas as medidas previstas já estão sendo devidamente tomadas” e pediu compreensão e orações.
Como funciona a investigação da Igreja
Segundo o padre Ziad Alkhoury, mestre em direito canônico, todo processo começa com uma apuração preliminar feita pelo bispo — a chamada informatio praevia, que reúne depoimentos e provas antes da abertura de um processo formal.
Se houver indícios de falta grave, pode ser instaurado um processo penal eclesiástico. O padre tem direito de defesa e pode constituir advogado. O caso pode ser julgado na diocese ou encaminhado ao Vaticano, conforme a gravidade.
O bispo também pode aplicar medidas cautelares previstas no cânone 1722, como afastamento provisório e restrição de funções, para evitar escândalo ou prejuízo pastoral.
As punições variam: desde advertências (cânone 1339) até suspensão e afastamento do estado clerical em casos de violação do sexto mandamento (cânone 1395). As decisões mais severas são homologadas pela Santa Sé.
O compromisso de castidade
Padres católicos são obrigados a observar castidade e continência conforme o cânone 277 §1, que exige dedicação integral à missão da Igreja. Segundo o padre Ziad, a quebra desse voto pode causar escândalo e abalar a credibilidade do ministério.
Polícia investiga quem divulgou o vídeo
Paralelamente, a Polícia Civil apura possível crime pela divulgação das imagens. Um familiar da jovem, de 21 anos, registrou boletim de ocorrência em 13 de outubro, no bairro Jardim Europa, em Nova Maringá. O inquérito foi encaminhado à Delegacia de São José do Rio Claro e segue em fase inicial. A corporação informou que, por enquanto, não divulgará detalhes para não comprometer as investigações.
Nem o padre Luciano Braga Simplício nem representantes da Paróquia Nossa Senhora Aparecida se manifestaram até o momento. O espaço segue aberto.



