Força Tática prende dois homens por tráfico e associação para o tráfico de drogas no CDHU da Vila Brasil, em Ourinhos

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Dois homens foram presos em flagrante na noite desta sexta-feira (30), suspeitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico, durante uma ação da Força Tática da Polícia Militar, no Conjunto Habitacional Ourinhos, conhecido como CDHU da Vila Brasil, em Ourinhos.

A ocorrência foi registrada por volta das 20h47, na Rua Ulisses Guimarães, altura do número 238, nas proximidades do estabelecimento conhecido como Trailer Max Lanches.

Os presos foram identificados como Murilo B. da S. de 21 anos, conhecido pelo apelido de "Cocão", e Alexandre V. da Silva F. 24 anos, conhecido como "Panda".

Segundo o boletim de ocorrência, os policiais receberam informações de que Murilo estaria realizando a entrega de entorpecentes a Alexandre, que ficaria responsável pela comercialização das drogas.

Policiais observaram possível entrega de entorpecentes
De acordo com o registro policial, a equipe realizava patrulhamento tático pelo município quando recebeu informações sobre uma possível negociação de drogas nas proximidades do Trailer Japa Lanches.

Diante da denúncia, os policiais intensificaram o patrulhamento pela região.

Ao acessarem a Rua Ulisses Guimarães, os agentes visualizaram Murilo segurando um objeto branco e aparentemente realizando sua entrega a Alexandre.

Ainda conforme os policiais, ao perceber a aproximação da viatura, Murilo guardou o objeto no interior de suas roupas.

Diante da situação observada e das informações recebidas anteriormente, a equipe realizou a abordagem dos dois homens.

Vinte porções de cocaína foram apreendidas
Durante a busca pessoal em Murilo, os policiais localizaram 20 porções de substância semelhante à cocaína, além de R$ 163 em dinheiro, distribuídos em cédulas de diferentes valores, e um aparelho celular da marca Samsung.

Com Alexandre, nenhum objeto ilícito foi encontrado durante a revista pessoal.

Os dois foram questionados separadamente sobre a ocorrência.

Segundo o relato dos policiais militares, Murilo teria informado que estava entregando os entorpecentes a Alexandre, que ficaria responsável pela venda e distribuição das substâncias durante o período noturno.

Ainda de acordo com a equipe, Alexandre teria confirmado que receberia as drogas para comercialização e que, a cada 30 porções vendidas, receberia dez porções como forma de pagamento.

Diante das informações, ambos foram conduzidos ao Plantão Policial de Ourinhos.

Perícia confirmou presença de cocaína
As substâncias apreendidas foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística para análise.

O laudo pericial nº 418249/2026 confirmou resultado positivo para cocaína, com peso líquido total de 9,36 gramas, distribuídos nas 20 porções encontradas durante a abordagem.

O dinheiro e o aparelho celular também foram apresentados à Polícia Civil.

Suspeitos apresentaram versões na delegacia
Durante seu interrogatório, Murilo negou que estivesse comercializando drogas.

Segundo o boletim de ocorrência, ele afirmou que havia consumido grande quantidade de cocaína naquele dia e que pretendia continuar utilizando o entorpecente enquanto permanecesse em um local conhecido como "Celinha".

Murilo declarou que as drogas seriam destinadas ao próprio consumo.

Já Alexandre, após ser informado de seus direitos constitucionais, optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.

A Polícia Civil também realizou consultas aos sistemas policiais e identificou registros de duas autuações em flagrante envolvendo Murilo no decorrer de 2026, uma em janeiro e outra em maio, esta última realizada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Ourinhos.

Em relação a Alexandre, não foram encontrados registros criminais no Estado de São Paulo na consulta realizada durante a ocorrência.

Polícia Civil determinou prisão dos dois envolvidos
Após analisar os depoimentos dos policiais, as circunstâncias da abordagem e os materiais apreendidos, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante de Murilo e Alexandre.

Os dois foram autuados, em tese, pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, previstos nos artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/2006.
Não foi arbitrada fiança na delegacia em razão da autuação por tráfico de drogas.

Polícia solicita acesso aos dados de celular apreendido
Para dar continuidade às investigações, a autoridade policial solicitou à Justiça autorização para acessar e analisar os dados armazenados no aparelho celular Samsung apreendido durante a ocorrência.

A medida tem como objetivo verificar a existência de informações que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e de possíveis atividades relacionadas à comercialização de entorpecentes.

Também foi solicitada autorização judicial para a destruição das drogas apreendidas, com preservação de amostras para eventual contraprova.

Após os procedimentos, Murilo e Alexandre permaneceram presos no Plantão Policial de Ourinhos, à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.

O caso seguirá sob investigação para apurar as circunstâncias da possível comercialização e associação para o tráfico de drogas.
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