Funcionários de uma das três unidades do Supermercado Maitan, rede que possui duas lojas em Ourinhos e uma em Santa Cruz do Rio Pardo, paralisaram as atividades nesta segunda-feira (29) em protesto contra o atraso no pagamento de salários e do 13º salário. Em Ourinhos, a loja localizada na Avenida Domingos Carmelingo Caló, na Vila São José, está sem atendimento ao público.
De acordo com os próprios trabalhadores, a paralisação seguirá até que todos os valores devidos sejam integralmente regularizados. Os funcionários também relatam que, caso o impasse não seja resolvido nos próximos dias, há risco de a empresa encerrar as atividades na cidade de Ourinhos.
Em Santa Cruz do Rio Pardo, a situação é semelhante. Conforme apurado, tanto a primeira quanto a segunda parcela do 13º salário, além do salário mensal, estão em atraso. No município, os funcionários realizaram a greve no refeitório da empresa, enquanto o atendimento nos caixas tem sido feito por gerentes.
Na semana passada, o Supermercado Maitan chegou a publicar em suas redes sociais que não procedem as informações sobre um possível fechamento da empresa. Até o momento, não houve manifestação oficial da direção sobre os atrasos nos pagamentos.
Sindicato detalha negociações e direitos dos trabalhadores
O presidente do Sindicato dos Comerciários de Ourinhos, Aparecido de Jesus Bruzarosco, explicou que o sindicato manteve diálogo com a empresa, mas destacou que a situação financeira limita as alternativas imediatas.
Segundo Bruzarosco, uma reunião foi realizada nesta segunda-feira com representantes da empresa e dos departamentos jurídicos das duas partes. De acordo com ele, a proposta apresentada pela empresa seria pagar os funcionários gradativamente, conforme o dinheiro entra nas lojas, o que foi considerado insuficiente pelos trabalhadores.
De acordo com os próprios trabalhadores, a paralisação seguirá até que todos os valores devidos sejam integralmente regularizados. Os funcionários também relatam que, caso o impasse não seja resolvido nos próximos dias, há risco de a empresa encerrar as atividades na cidade de Ourinhos.
Em Santa Cruz do Rio Pardo, a situação é semelhante. Conforme apurado, tanto a primeira quanto a segunda parcela do 13º salário, além do salário mensal, estão em atraso. No município, os funcionários realizaram a greve no refeitório da empresa, enquanto o atendimento nos caixas tem sido feito por gerentes.
Na semana passada, o Supermercado Maitan chegou a publicar em suas redes sociais que não procedem as informações sobre um possível fechamento da empresa. Até o momento, não houve manifestação oficial da direção sobre os atrasos nos pagamentos.
Sindicato detalha negociações e direitos dos trabalhadores
O presidente do Sindicato dos Comerciários de Ourinhos, Aparecido de Jesus Bruzarosco, explicou que o sindicato manteve diálogo com a empresa, mas destacou que a situação financeira limita as alternativas imediatas.
Segundo Bruzarosco, uma reunião foi realizada nesta segunda-feira com representantes da empresa e dos departamentos jurídicos das duas partes. De acordo com ele, a proposta apresentada pela empresa seria pagar os funcionários gradativamente, conforme o dinheiro entra nas lojas, o que foi considerado insuficiente pelos trabalhadores.
“Os trabalhadores da loja da Domingos Carmelingo Caló optaram por não voltar ao trabalho, e isso é um direito que eles têm, porque existe atraso de Fundo de Garantia, INSS, salário e multa por atraso de pagamento. Eles só retornam se for pago o vale do dia 20 e o restante do 13º”, afirmou.
O presidente do sindicato explicou ainda que essa proposta foi encaminhada ao jurídico da empresa para análise, mas ressaltou que uma das alternativas em estudo é o pedido de rescisão contratual, com o objetivo de buscar uma liminar judicial que permita a liberação do FGTS e do seguro-desemprego aos trabalhadores.
Bruzarosco também esclareceu que o sindicato não tem poder legal para retirar dinheiro do caixa da empresa para quitar salários, rebatendo críticas e desinformações.
Bruzarosco também esclareceu que o sindicato não tem poder legal para retirar dinheiro do caixa da empresa para quitar salários, rebatendo críticas e desinformações.
“O sindicato não tem essa competência, nem o juiz, a não ser depois que a ação seja julgada. A partir daí, podem ser penhorados bens da empresa para garantir o direito dos trabalhadores, que têm prioridade sobre fornecedores”, explicou.
O presidente ressaltou ainda que os trabalhadores vivem um momento de grande dificuldade e que o sindicato também sofre forte pressão, considerada legítima.
“Os trabalhadores estão sofrendo, e nós também estamos sob muita pressão, com razão. Eles têm todo o direito de cobrar”, concluiu.
Enquanto não há uma definição, as paralisações continuam, e centenas de trabalhadores seguem aguardando uma solução para a regularização dos salários e benefícios em atraso.
Nota que foi divulgada pelo supermercado no dia 5 de dezembro:
Nota que foi divulgada pelo supermercado no dia 5 de dezembro:




