GCM de Ourinhos prende dois bolivianos com mais de 8,5 kg de cocaína em ônibus de linha

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 A Guarda Civil Municipal (GCM) de Ourinhos prendeu, na noite desta segunda-feira, 29, dois homens de nacionalidade boliviana que transportavam 8,556 kg de cocaína em um ônibus da empresa Andorinha. A abordagem ocorreu por volta das 21h, na rodoviária de Ourinhos, durante patrulhamento de rotina.
 
Segundo o registro policial, a equipe da GCM realizou revista no coletivo que saiu de Campo Grande (MS) e tinha como destino final o estado do Rio de Janeiro. Durante a fiscalização, os agentes notaram o nervosismo de dois passageiros, identificados como David Condori Tinuco, de 20 anos, e Darwin Hurtado Gomez, de 30 anos.

Na primeira verificação pessoal e das bagagens, nada de ilícito foi encontrado. No entanto, os guardas desconfiaram de costuras irregulares no encosto e no assento dos bancos ocupados pelos suspeitos. Ao inspecionar os estofados, foram localizados oito tijolos embalados em plástico — quatro em cada poltrona.

Após abrir parte do material, confirmou-se tratar de cocaína. Os dois passageiros admitiram que estavam transportando a droga. Eles informaram que haviam embarcado em Corumbá (MS) e que o destino apresentado em suas passagens seria a cidade de São Paulo.

O entorpecente foi encaminhado para perícia, que confirmou resultado positivo para cocaína, totalizando 8.556 gramas. Diante das evidências, Darwin e David receberam voz de prisão em flagrante e foram conduzidos ao plantão policial de Ourinhos, onde foram formalmente indiciados.

Ambos passaram por exame de corpo de delito e tiveram suas identificações registradas. Os dois permanecem custodiados em cela própria, aguardando audiência de custódia.
 
No mercado ilegal, um quilo de cocaína pode custar cerca de US$ 800 na Bolívia, atingir US$ 2 mil na fronteira brasileira e, dependendo da qualidade, ser vendido por até R$ 18 mil no Brasil. Com isso, a carga apreendida em Ourinhos poderia alcançar mais de R$ 144 mil. Ainda segundo a GCM, pela quantidade, a venda do entorpecente poderia gerar um lucro de mais de R$3 milhões aos traficantes.