Governo Lula tem déficit de R$ 39,4 bi em novembro, pior dado para o mês desde 1997

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O Governo Federal apresentou um déficit primário de R$ 39,4 bilhões em novembro, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira, 27. Os números revelam um resultado negativo tanto nas contas do Banco Central (BC) e do Tesouro Nacional, que acumularam um déficit de R$ 19,8 bilhões, quanto na Previdência Social, com um déficit de R$ 19,6 bilhões. De janeiro a novembro, o déficit atingiu R$ 114,6 bilhões, marcando o pior resultado nominal para o mês desde 1997. Em termos reais (com correção pela inflação), trata-se do segundo pior resultado, ganhando apenas do déficit de R$ 54,14 bi de novembro de 2016.

O relatório do Tesouro destaca que o déficit nominal acumulado no ano é o maior da série, excluindo as despesas relacionadas à pandemia de covid em 2020. Em termos reais, no entanto, é o quinto menos impactante. A previsão do mercado, com base em análises de instituições como Guide Investimentos e Warren Investimentos, ficou ligeiramente abaixo do registrado, com um esperado déficit de R$ 38 bilhões e R$ 39,9 bilhões, respectivamente.

O economista-chefe da Warren, Felipe Salto, projeta que o déficit primário até o final do ano alcance R$ 234,7 bilhões, incluindo pagamentos de precatórios referentes a estoques acumulados nos últimos anos. O resultado negativo recorde foi impulsionado, em grande parte, por pagamentos extraordinários de quase R$ 20 bilhões para estados e municípios, conforme estipulado pela Lei Complementar 201.

Enquanto a receita cresceu 4,2% em novembro, as despesas tiveram um aumento significativo de 20%, impulsionado pelos gastos com a máquina pública. No acumulado de janeiro a novembro, a arrecadação registrou queda de 2,8%, equivalente a quase R$ 50 bilhões, enquanto os gastos totais aumentaram em R$ 119,3 bilhões, destacando-se os pagamentos de benefícios previdenciários.

Apesar dos desafios, o Tesouro Nacional estima que o governo central encerre o ano com um déficit primário de R$ 125 bilhões, abaixo das projeções anteriores. O resultado é influenciado pelo chamado "empoçamento", recursos previstos no Orçamento que não foram liberados. O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, ressalta que o fechamento do ano será um resultado positivo diante das surpresas negativas e contratempos enfrentados pelo governo.

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