Greve dos Correios continua por tempo indeterminado; TST determina funcionamento com 80% do efetivo

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A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14), por tempo indeterminado e ainda sem previsão de encerramento. A paralisação começou na última sexta-feira (11), após trabalhadores rejeitarem, em assembleias realizadas pelo país, a proposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.

Segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), a categoria reivindica avanços nas negociações, manutenção de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes, apontado como um dos principais impasses nas discussões.

A federação afirma que a greve foi aprovada depois de sucessivas rodadas de negociação e de tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) sem que houvesse acordo.

TST determina 80% dos trabalhadores em atividade
Após o início da paralisação, os Correios ingressaram com pedido de dissídio coletivo no TST. No sábado (12), uma decisão liminar determinou que 80% do efetivo permaneça em atividade em cada unidade ou estabelecimento da empresa durante a greve.

A determinação alcança trabalhadores das áreas de atendimento, tratamento de encomendas e correspondências, transporte, distribuição e setores administrativos ou de suporte considerados indispensáveis para a continuidade dos serviços postais.

O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30. Até lá, ainda existe a possibilidade de acordo entre a empresa e os representantes dos trabalhadores.

A FINDECT orienta os sindicatos filiados a manterem a paralisação e as mobilizações enquanto não houver solução para o impasse.

Agências permanecem abertas
Os Correios informaram que acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para tentar reduzir os impactos da greve e manter os serviços em funcionamento.

Entre as medidas anunciadas estão o deslocamento de funcionários administrativos para apoio às operações, remanejamento de veículos e realização de mutirões. Segundo a estatal, a rede de agências permanece aberta ao público.

Até o momento, a empresa não informou quais regiões poderão ser mais afetadas nem se haverá alteração generalizada nos prazos de entrega de cartas e encomendas.

Para situações específicas, os clientes podem procurar os canais digitais dos Correios ou entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210.

Paralisação atinge São Paulo e diversas regiões do país
Segundo a FINDECT, sindicatos de trabalhadores dos Correios de diferentes estados e regiões aprovaram a greve. Em São Paulo, a lista inclui entidades que representam trabalhadores da capital e de regiões como Bauru, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Santos e Vale do Paraíba, além de sindicatos de diversos outros estados.

A paralisação ocorre em meio a uma situação financeira delicada da estatal. Os Correios acumulam 15 trimestres consecutivos de resultados negativos e registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026.

A empresa afirma que mantém medidas para redução de despesas, aumento da eficiência, modernização das operações e geração de novas receitas. Enquanto não houver acordo ou decisão definitiva no dissídio coletivo, a greve segue por tempo indeterminado, com a obrigação de manutenção de 80% do efetivo em atividade.
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