A Häagen-Dazs, conhecida mundialmente por seus sorvetes, deixará de ser distribuída no Brasil. A decisão foi anunciada pela General Mills, proprietária da marca, e encerra a presença comercial dos produtos no país após quase três décadas.
A marca chegou ao Brasil em 1997 e chegou a manter lojas próprias. Em 2018, essas unidades foram encerradas, mas os sorvetes continuaram disponíveis por outros canais de venda. Agora, a General Mills informou que a retirada do mercado brasileiro faz parte de um plano de reformulação de seu portfólio, sem apresentar uma justificativa adicional específica.
A saída da Häagen-Dazs, porém, não é um caso isolado. Nos últimos anos, outras grandes empresas internacionais também reduziram, encerraram ou modificaram parte de suas operações no Brasil.
Haribo
A fabricante alemã de doces Haribo, famosa pelas balas de gelatina em formato de ursinho, começou a produzir no Brasil em 2016, quando inaugurou uma fábrica em Bauru (SP), a primeira da companhia fora da Europa.
Em abril de 2026, a empresa anunciou o encerramento da produção no país. A fábrica funcionou até julho, seguindo o cronograma de fechamento. A companhia citou o cenário de competitividade e fatores externos que afetaram o ambiente de negócios.
Ford
A Ford encerrou a produção de veículos no Brasil em 2021, após mais de um século de atuação industrial no país. As fábricas de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e da Troller, no Ceará, tiveram as atividades encerradas.
A montadora citou fatores como capacidade ociosa, queda nas vendas, anos de prejuízos e um ambiente econômico desfavorável. Apesar do fim da produção nacional, a Ford manteve sua operação comercial brasileira, passando a vender veículos importados.
Mercedes-Benz
A Mercedes-Benz também encerrou parte de sua produção no Brasil. Em 2020, a empresa anunciou o fechamento da fábrica de automóveis em Iracemápolis (SP), que produzia os modelos Classe C e GLA.
Entre os motivos apresentados estavam a situação econômica, a queda nas vendas de veículos premium durante a pandemia e uma reestruturação da produção global.
A empresa, entretanto, continuou atuando no Brasil, inclusive com produção de caminhões e chassis de ônibus e comercialização de automóveis importados.
Forever 21
A rede americana de moda Forever 21 chegou ao Brasil em 2014 e chegou a possuir 15 lojas. A operação física foi encerrada em 2022.
A empresa enfrentava dificuldades financeiras e citou um cenário desfavorável no país, marcado por custos elevados, baixa escala e forte concorrência de varejistas asiáticas.
Fnac
A rede francesa Fnac chegou ao Brasil em 2000, com lojas que reuniam livros, música, filmes, eletrônicos e outros produtos.
A operação brasileira foi adquirida pela Livraria Cultura em 2017, mas as lojas foram fechadas no ano seguinte. A última unidade, em Goiânia, encerrou as atividades em outubro de 2018.
A empresa citou a necessidade de alcançar maior escala, além de queda nas vendas e aumento da competitividade.
Walmart
O Walmart chegou ao Brasil em 1995 e construiu uma ampla rede de lojas. Em 2018, 80% da operação brasileira foi adquirida pelo fundo Advent International.
Após a mudança de controle, a operação passou por uma reestruturação e as lojas deixaram gradualmente de utilizar a marca Walmart. A partir de 2019, o negócio passou a operar sob a bandeira Grupo BIG, posteriormente incorporada a outra operação varejista.
Sony
A Sony encerrou a fabricação e a venda de determinados produtos no Brasil. Em 2020, anunciou o fechamento da fábrica de Manaus e o fim da produção de televisores, câmeras e equipamentos de áudio no país.
Em 2021, a companhia confirmou o encerramento da comercialização desses produtos no mercado brasileiro.
A saída, porém, foi parcial. A Sony manteve negócios relacionados ao PlayStation, música, entretenimento e soluções profissionais, além de suporte aos produtos vendidos anteriormente.
Nikon
A fabricante japonesa Nikon anunciou em 2017 que deixaria de comercializar diretamente no Brasil câmeras, lentes e acessórios fotográficos.
No ano seguinte, a companhia confirmou o encerramento de suas atividades no país. A decisão foi atribuída a uma reestruturação global, com mudanças nas áreas de pesquisa, desenvolvimento, vendas e fabricação.
Roche
A farmacêutica Roche também reduziu sua estrutura industrial brasileira. A empresa mantinha uma fábrica no Rio de Janeiro, responsável pela produção de medicamentos.
Em 2019, anunciou o fechamento da unidade diante da redução dos volumes de produção e de mudanças em sua estratégia global. O encerramento da produção foi concluído em 2024.
A Roche, no entanto, continua presente no Brasil, mantendo atividades comerciais e trazendo medicamentos para o mercado nacional.
Topshop
A britânica Topshop chegou ao Brasil em 2012, com uma loja no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A marca chegou a ter quatro endereços no estado.
Em 2016, fechou sua última loja no país e encerrou sua operação física brasileira. A empresa não apresentou uma justificativa detalhada para a saída.
Mudanças não significam necessariamente abandono do Brasil
Os casos mostram que a saída de uma marca, fábrica ou determinado segmento não significa necessariamente que a empresa tenha deixado completamente o mercado brasileiro.
Em vários exemplos, as companhias optaram por encerrar a produção local, fechar lojas ou interromper a venda de determinados produtos, mas mantiveram outras atividades no país.
As decisões podem estar relacionadas a diferentes fatores, como reformulação de portfólio, mudanças na estratégia global, custos operacionais, concorrência, escala de produção, desempenho das vendas e condições econômicas.
No caso mais recente, da Häagen-Dazs, a General Mills afirmou que a retirada da marca do mercado brasileiro está relacionada justamente a uma reformulação de portfólio, encerrando uma trajetória iniciada no país em 1997.
A marca chegou ao Brasil em 1997 e chegou a manter lojas próprias. Em 2018, essas unidades foram encerradas, mas os sorvetes continuaram disponíveis por outros canais de venda. Agora, a General Mills informou que a retirada do mercado brasileiro faz parte de um plano de reformulação de seu portfólio, sem apresentar uma justificativa adicional específica.
A saída da Häagen-Dazs, porém, não é um caso isolado. Nos últimos anos, outras grandes empresas internacionais também reduziram, encerraram ou modificaram parte de suas operações no Brasil.
Haribo
A fabricante alemã de doces Haribo, famosa pelas balas de gelatina em formato de ursinho, começou a produzir no Brasil em 2016, quando inaugurou uma fábrica em Bauru (SP), a primeira da companhia fora da Europa.
Em abril de 2026, a empresa anunciou o encerramento da produção no país. A fábrica funcionou até julho, seguindo o cronograma de fechamento. A companhia citou o cenário de competitividade e fatores externos que afetaram o ambiente de negócios.
Ford
A Ford encerrou a produção de veículos no Brasil em 2021, após mais de um século de atuação industrial no país. As fábricas de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e da Troller, no Ceará, tiveram as atividades encerradas.
A montadora citou fatores como capacidade ociosa, queda nas vendas, anos de prejuízos e um ambiente econômico desfavorável. Apesar do fim da produção nacional, a Ford manteve sua operação comercial brasileira, passando a vender veículos importados.
Mercedes-Benz
A Mercedes-Benz também encerrou parte de sua produção no Brasil. Em 2020, a empresa anunciou o fechamento da fábrica de automóveis em Iracemápolis (SP), que produzia os modelos Classe C e GLA.
Entre os motivos apresentados estavam a situação econômica, a queda nas vendas de veículos premium durante a pandemia e uma reestruturação da produção global.
A empresa, entretanto, continuou atuando no Brasil, inclusive com produção de caminhões e chassis de ônibus e comercialização de automóveis importados.
Forever 21
A rede americana de moda Forever 21 chegou ao Brasil em 2014 e chegou a possuir 15 lojas. A operação física foi encerrada em 2022.
A empresa enfrentava dificuldades financeiras e citou um cenário desfavorável no país, marcado por custos elevados, baixa escala e forte concorrência de varejistas asiáticas.
Fnac
A rede francesa Fnac chegou ao Brasil em 2000, com lojas que reuniam livros, música, filmes, eletrônicos e outros produtos.
A operação brasileira foi adquirida pela Livraria Cultura em 2017, mas as lojas foram fechadas no ano seguinte. A última unidade, em Goiânia, encerrou as atividades em outubro de 2018.
A empresa citou a necessidade de alcançar maior escala, além de queda nas vendas e aumento da competitividade.
Walmart
O Walmart chegou ao Brasil em 1995 e construiu uma ampla rede de lojas. Em 2018, 80% da operação brasileira foi adquirida pelo fundo Advent International.
Após a mudança de controle, a operação passou por uma reestruturação e as lojas deixaram gradualmente de utilizar a marca Walmart. A partir de 2019, o negócio passou a operar sob a bandeira Grupo BIG, posteriormente incorporada a outra operação varejista.
Sony
A Sony encerrou a fabricação e a venda de determinados produtos no Brasil. Em 2020, anunciou o fechamento da fábrica de Manaus e o fim da produção de televisores, câmeras e equipamentos de áudio no país.
Em 2021, a companhia confirmou o encerramento da comercialização desses produtos no mercado brasileiro.
A saída, porém, foi parcial. A Sony manteve negócios relacionados ao PlayStation, música, entretenimento e soluções profissionais, além de suporte aos produtos vendidos anteriormente.
Nikon
A fabricante japonesa Nikon anunciou em 2017 que deixaria de comercializar diretamente no Brasil câmeras, lentes e acessórios fotográficos.
No ano seguinte, a companhia confirmou o encerramento de suas atividades no país. A decisão foi atribuída a uma reestruturação global, com mudanças nas áreas de pesquisa, desenvolvimento, vendas e fabricação.
Roche
A farmacêutica Roche também reduziu sua estrutura industrial brasileira. A empresa mantinha uma fábrica no Rio de Janeiro, responsável pela produção de medicamentos.
Em 2019, anunciou o fechamento da unidade diante da redução dos volumes de produção e de mudanças em sua estratégia global. O encerramento da produção foi concluído em 2024.
A Roche, no entanto, continua presente no Brasil, mantendo atividades comerciais e trazendo medicamentos para o mercado nacional.
Topshop
A britânica Topshop chegou ao Brasil em 2012, com uma loja no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A marca chegou a ter quatro endereços no estado.
Em 2016, fechou sua última loja no país e encerrou sua operação física brasileira. A empresa não apresentou uma justificativa detalhada para a saída.
Mudanças não significam necessariamente abandono do Brasil
Os casos mostram que a saída de uma marca, fábrica ou determinado segmento não significa necessariamente que a empresa tenha deixado completamente o mercado brasileiro.
Em vários exemplos, as companhias optaram por encerrar a produção local, fechar lojas ou interromper a venda de determinados produtos, mas mantiveram outras atividades no país.
As decisões podem estar relacionadas a diferentes fatores, como reformulação de portfólio, mudanças na estratégia global, custos operacionais, concorrência, escala de produção, desempenho das vendas e condições econômicas.
No caso mais recente, da Häagen-Dazs, a General Mills afirmou que a retirada da marca do mercado brasileiro está relacionada justamente a uma reformulação de portfólio, encerrando uma trajetória iniciada no país em 1997.
⚠️ AVISO SOBRE DIREITOS AUTORAIS
Todo o conteúdo publicado no site, incluindo textos, fotografias, vídeos, artes, logotipos e demais materiais jornalísticos, é protegido pela Lei de Direitos Autorais (Lei Federal nº 9.610/98).
É expressamente proibida a reprodução, cópia, distribuição, retransmissão ou utilização total ou parcial de qualquer conteúdo deste portal sem autorização prévia e formal do site Passando a Régua.
A utilização indevida de material protegido poderá resultar em responsabilização civil e criminal, conforme previsto na legislação brasileira.
O compartilhamento de links das matérias é permitido, desde que preservada a autoria e a integridade do conteúdo.





