Homem com alegação de deficiência é preso por estupro de adolescente em Santa Cruz do Rio Pardo

Flagrante foi registrado na madrugada de domingo (13); acusado nega as acusações, e mãe da vítima reconheceu suspeito.
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Um homem de 35 anos, identificado como M. M. da S., foi preso em flagrante na madrugada do último domingo, 13, acusado de estuprar uma adolescente de 14 anos no bairro onde ambos residem. O caso, registrado pela Polícia Militar, chocou a cidade devido à violência do crime e à alegação de que o suspeito possui deficiência física, auditiva e intelectual – ainda não comprovada documentalmente.

A abordagem e o crime
De acordo com o relato da vítima, ela caminhava pela Rua Luciano Batista, por volta das 23h30 de sábado (12), a caminho de encontrar amigas, quando foi surpreendida por M., que a cumprimentou com um "Oi, tudo bem?". Apesar de responder educadamente e seguir adiante, o homem passou a persegui-la.

Ao se aproximarem de um terreno baldio próximo à Escola Infantil Antônio Manfrin, M. teria encurralado a jovem em um vão de muro, apontando uma faca para seu pescoço. Sob ameaça, ele a obrigou a praticar sexo oral. Em meio ao ato, tentando escapar, a jovem sugeriu que fossem até sua casa, alegando falsamente que sua mãe não estaria presente.

A fuga e a prisão
Ao chegarem ao local, a adolescente entrou primeiro e imediatamente chamou sua mãe, que reconheceu o acusado. "Ele ainda estava no portão com a faca quando eu o vi. Minha filha estava em pânico", relatou a mãe aos policiais. A mãe afirmou conhecer M. desde a juventude, pois teriam estudado juntos, e destacou que ele mora nas proximidades.

Assustado ao ser descoberto, M. fugiu, mas foi localizado minutos depois em sua residência pela PM, que havia sido acionada via COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar) após a denúncia. A arma utilizada no crime não foi encontrada.

A defesa do acusado e a decisão policial
Acompanhado por sua mãe, M. negou as acusações durante o interrogatório. A família do acusado alega que ele tem deficiências física, auditiva e intelectual, mas não apresentou documentação que comprove a condição até o momento da prisão.

O delegado responsável destacou em seu relatório que, diante das provas colhidas – incluindo o relato consistente da vítima e o reconhecimento feito por sua mãe –, entendeu-se configurado o flagrante delito, com base no Artigo 302 do Código de Processo Penal (CPP). O crime foi enquadrado no Artigo 213, §1º, do Código Penal (estupro de vulnerável mediante grave ameaça).

"Em crimes sexuais, a palavra da vítima, especialmente quando adolescente, é um elemento fundamental. A dinâmica do caso, a ausência de desavenças prévias e a conduta do acusado reforçam a credibilidade da denúncia", afirmou a autoridade policial.

Próximos passos
M. foi encaminhado à cadeia pública e aguarda audiência de custódia, onde a Justiça avaliará a manutenção da prisão. A defesa poderá apresentar documentos sobre sua condição de saúde, mas, por ora, ele permanece detido.

Com informações da Polícia Civil