Homem de 29 anos é preso por tráfico de drogas e adolescente de 17 anos é apreendido em campo de futebol em Santa Cruz do Rio Pardo

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Um homem de 29 anos foi preso em flagrante por suspeita de tráfico de drogas, na noite desta quarta-feira, 14 de outubro, nas dependências do campo do XV de Novembro, no bairro Madre Carmen, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP). Durante a ocorrência, um adolescente de 17 anos também foi apreendido e encaminhado à delegacia.

A ação da Polícia Militar resultou na apreensão de 21 porções de maconha, parte delas encontrada com o suspeito e o restante escondido em uma antiga bilheteria abandonada, próxima à entrada do estádio.

O homem preso foi identificado como Ricardo dos S. T., de 29 anos, conhecido pelo apelido de “Negro Drama”. Segundo informações policiais, ele possui antecedentes relacionados ao tráfico de drogas e estaria em liberdade condicional.

Denúncia anônima levou policiais ao campo do XV de Novembro
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima informando que dois indivíduos estariam comercializando entorpecentes nas dependências do campo do XV de Novembro.

A denúncia apresentava características físicas e das roupas utilizadas pelos suspeitos.

Diante das informações, equipes policiais, com apoio de uma viatura do Comando de Grupo Patrulha (CGP), seguiram até o endereço indicado.

Ao chegarem ao local, os militares visualizaram dois indivíduos com características semelhantes às descritas na denúncia.

Segundo o registro policial, ao perceberem a aproximação das viaturas, os dois tentaram fugir, mas foram alcançados e abordados.

Durante a revista pessoal, os policiais encontraram quatro porções de maconha no bolso da blusa de Ricardo.

Com o adolescente, foi localizada a quantia de R$ 104 em dinheiro, escondida entre um aparelho celular e sua capa protetora.

Cão farejador encontrou mais 17 porções escondidas em bilheteria
Como o campo possui uma área extensa, os policiais suspeitaram de que outras drogas poderiam estar escondidas nas proximidades.

Por esse motivo, solicitaram apoio da equipe do Canil do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP).

Durante as buscas, o cão farejador indicou uma antiga bilheteria abandonada, localizada próxima à entrada do estádio.

No local, os policiais encontraram uma sacola contendo outras 17 porções de maconha, embaladas individualmente.

Segundo a Polícia Militar, as porções apresentavam características e acondicionamento semelhantes aos quatro papelotes encontrados anteriormente com Ricardo.

Com isso, a ocorrência terminou com a apreensão de 21 porções da substância.

Também foram apreendidos um telefone celular Motorola, pertencente ao adolescente, e os R$ 104 encontrados durante a abordagem.

O material foi encaminhado à Polícia Civil para os procedimentos de investigação.

Perícia confirmou que substância apreendida era maconha
As drogas passaram por análise pericial, que confirmou a presença de maconha.

Conforme o Laudo Pericial nº 394984/2026, os exames identificaram:
  • 17 porções de maconha: peso líquido total de 26 gramas.
  • Quatro porções de maconha: peso líquido total de 6,9 gramas.
Assim, o peso líquido total confirmado pela perícia foi de 32,9 gramas de maconha.

Os pesos registrados inicialmente na apreensão eram superiores, mas o laudo apresentou os valores líquidos considerados na análise pericial.

Homem negou tráfico e afirmou que droga era para consumo próprio
Após a abordagem, Ricardo e o adolescente foram conduzidos à unidade policial de Santa Cruz do Rio Pardo.

Durante o interrogatório, Ricardo negou a acusação de tráfico de drogas.

Ele afirmou que as quatro porções encontradas em sua blusa seriam destinadas ao consumo próprio.

O investigado também negou ser proprietário das outras 17 porções localizadas na antiga bilheteria do campo.

Apesar da negativa, a autoridade policial considerou que as circunstâncias da ocorrência apresentavam indícios suficientes para a formalização da prisão em flagrante por tráfico de drogas.

Entre os elementos destacados estão a quantidade de porções, a embalagem individualizada, a semelhança entre os entorpecentes encontrados em locais diferentes e a tentativa de fuga durante a abordagem.

Adolescente negou participação no tráfico
O adolescente de 17 anos foi ouvido na delegacia acompanhado de sua mãe, que havia sido comunicada sobre a ocorrência.

Em depoimento, ele negou qualquer envolvimento com a comercialização de entorpecentes.

O jovem afirmou que estava apenas conversando com Ricardo no local onde ambos foram abordados.

Segundo a autoridade policial, não havia notícia de envolvimento anterior do adolescente em atos infracionais.

Também foi considerado que a conduta investigada não envolveu violência ou grave ameaça contra qualquer pessoa.

Diante dessas circunstâncias, o delegado determinou a liberação do adolescente aos cuidados de sua mãe, mediante assinatura de termo de compromisso e responsabilidade, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A liberação não impede a continuidade da apuração sobre sua eventual participação nos fatos.

Polícia pede conversão da prisão em preventiva
Em relação a Ricardo, a autoridade policial decidiu representar à Justiça pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

No documento, o delegado destacou que o investigado possui histórico de envolvimento com delitos relacionados ao tráfico de drogas e que, segundo as informações policiais, estaria cumprindo liberdade condicional.

A autoridade considerou que os antecedentes, associados às circunstâncias da nova ocorrência, indicariam risco de repetição da conduta criminosa.

Também avaliou que outras medidas cautelares poderiam ser insuficientes para evitar uma possível reiteração.

Com base nesses argumentos, o delegado solicitou a manutenção da prisão para garantia da ordem pública.

O pedido de prisão preventiva ainda depende de decisão judicial. Até o momento descrito no boletim, Ricardo permanecia à disposição da Justiça para a realização da audiência de custódia.
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