Homem de 32 anos é preso por tráfico de drogas em Santa Cruz do Rio Pardo; Justiça converte flagrante em prisão preventiva

Polícia Militar apreendeu 23 porções de substância suspeita, duas balanças de precisão e embalagens em residência no Parque das Nações. Suspeito negou envolvimento com o tráfico e afirmou que parte do material pertencia a outra pessoa.
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Um homem de 32 anos foi preso em flagrante por suspeita de tráfico de drogas na noite de sábado (24), no bairro Parque das Nações, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP). A ocorrência foi registrada na Rua Polônia, após uma abordagem realizada pela Polícia Militar.

O suspeito foi identificado como Alexandre Felipe Batista Vaz, de 32 anos, conhecido pelo apelido de “Berruga”. Durante a ocorrência, os policiais apreenderam 23 porções de substância suspeita de ser entorpecente, além de duas balanças de precisão e embalagens utilizadas para acondicionamento de drogas.

Após a apresentação da ocorrência no Plantão Policial, Alexandre teve a prisão em flagrante decretada pelo crime de tráfico de drogas, previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006.

Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, determinando que o investigado permaneça preso durante o andamento do processo, sem prejuízo de eventual revisão judicial.

Polícia investigava denúncia de disparo de arma de fogo
De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar havia se deslocado até o Parque das Nações para verificar uma denúncia de disparo de arma de fogo na Rua Líbano.

Durante o retorno, ao passar pela Rua Polônia, os policiais visualizaram Alexandre caminhando pela via pública.

Segundo o relato dos agentes, ao perceber a aproximação da viatura, o homem teria mudado repentinamente de direção e virado o rosto, aparentemente para evitar ser reconhecido.

Os policiais afirmaram que já conheciam o suspeito por registros anteriores relacionados ao tráfico de drogas.

Diante da situação, a equipe determinou que ele parasse para uma abordagem. Conforme a versão policial, Alexandre desobedeceu à ordem e correu para o quintal de sua residência, sendo acompanhado e abordado pelos agentes.

Drogas foram encontradas durante abordagem e buscas na residência
Durante a revista pessoal, os policiais encontraram quatro porções de substância aparentemente entorpecente, inicialmente descrita como semelhante ao crack e acondicionada em embalagens a vácuo.

Questionado sobre a existência de outros materiais ilícitos na residência, Alexandre teria negado.

Na sequência, os policiais realizaram buscas no imóvel, localizado na Rua Polônia, nº 62.

No quarto da residência, dentro de uma pochete, foram encontradas outras 19 porções de substância suspeita, totalizando 23 porções apreendidas.
Sobre um guarda-roupa, os agentes também localizaram uma caixa contendo embalagens utilizadas para acondicionar entorpecentes e duas balanças de precisão.

Todo o material foi apreendido e apresentado no Plantão Policial para análise da autoridade competente.

Suspeito negou tráfico e apresentou outra versão sobre a ocorrência
Ao ser ouvido na delegacia, Alexandre apresentou uma versão diferente daquela relatada pelos policiais militares.

O investigado negou ter fugido da abordagem e afirmou que havia entrado no quintal de sua residência apenas para guardar um guarda-chuva.

Ele também admitiu estar com quatro porções de substância que identificou como cocaína, mas alegou que seriam destinadas ao próprio consumo.

Sobre as outras 19 porções encontradas no quarto, Alexandre afirmou que o material e a pochete pertenceriam a um adolescente identificado no procedimento policial.

Em relação às balanças de precisão, declarou que os equipamentos eram utilizados por sua esposa na preparação de salgados.

As alegações foram registradas pela autoridade policial e deverão ser analisadas durante o andamento da investigação.

Autoridade policial decretou prisão em flagrante
Após analisar os depoimentos e os materiais apresentados, a autoridade policial considerou que havia indícios suficientes, naquele momento, para a prisão em flagrante por tráfico de drogas.

Na decisão, destacou que a quantidade de porções individualizadas, associada à presença de balanças de precisão e embalagens, sustentava a suspeita de que os materiais poderiam ser destinados à comercialização.

A autoridade também registrou que as justificativas apresentadas por Alexandre exigem investigação complementar, especialmente sobre a propriedade da pochete, a utilização do quarto e a finalidade das balanças.

O registro policial ressalta ainda a necessidade de confirmação da natureza e da quantidade das substâncias por meio de exames periciais.
Diante dos elementos apresentados, Alexandre foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

Justiça mantém suspeito preso preventivamente
Após a prisão, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário para a realização da audiência de custódia.

Na decisão, a Justiça converteu a prisão em flagrante de Alexandre Felipe Batista Vaz em prisão preventiva, com fundamento nos artigos 310, 312 e 313 do Código de Processo Penal.

O magistrado também autorizou a destruição das drogas apreendidas, desde que seja preservada uma amostra suficiente para a elaboração do laudo toxicológico definitivo.

A autoridade policial deverá comunicar previamente ao Poder Judiciário e ao Ministério Público a data e o local da destruição do material.

Durante a audiência, também foi registrado que o investigado não relatou ter sofrido agressões ou violência policial. O exame cautelar de corpo de delito não identificou lesões de interesse médico-legal.

Com a decisão, Alexandre permanece preso preventivamente, à disposição da Justiça.

A prisão preventiva não representa condenação. O investigado poderá apresentar sua defesa, e as circunstâncias da ocorrência deverão ser analisadas ao longo do processo judicial.
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