Homem de 56 anos é preso por tráfico de drogas com 14 porções de crack na Vila Marcante, em Ourinhos

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Um homem de 56 anos foi preso em flagrante por suspeita de tráfico de drogas, na noite desta sexta-feira (6 de novembro), na Vila Marcante, em Ourinhos (SP). A prisão ocorreu durante uma ação da Polícia Militar após o recebimento de uma denúncia anônima sobre a comercialização de entorpecentes na região.

O suspeito foi identificado como Cícero F. da S., de 56 anos, conhecido pelo apelido de “Maceió”. Durante a abordagem, os policiais localizaram 14 porções de uma substância posteriormente identificada como cocaína, na forma de crack, além de materiais que, segundo a polícia, poderiam ser utilizados no preparo e na comercialização de drogas.

O homem foi conduzido ao Plantão Policial de Ourinhos, onde a autoridade policial determinou sua prisão em flagrante pelo crime previsto no artigo 33 da Lei de Drogas.

Denúncia anônima levou policiais até a Rua Gaspar Ricardo
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares realizavam patrulhamento ostensivo quando receberam informações de que um homem conhecido como “Maceió” estaria vendendo drogas na Rua Gaspar Ricardo, nas proximidades do cruzamento com a Rua Francisco Crespo, na Vila Marcante.

Segundo o registro policial, o local é conhecido pelas equipes de segurança pública devido à movimentação de usuários de entorpecentes e a ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas.

A denúncia também apresentava características das roupas utilizadas pelo suspeito: camisa vermelha, bermuda preta e tênis marrom.

Com essas informações, os policiais se deslocaram até o endereço indicado e encontraram um homem que correspondia à descrição recebida.

Ainda conforme o boletim, ao perceber a aproximação da viatura, o suspeito teria demonstrado nervosismo, acelerado os passos e desviado o rosto, aparentemente tentando evitar a identificação.

Diante da situação, os militares realizaram a abordagem.

Polícia encontrou droga escondida em pochete
Durante a revista pessoal, os policiais constataram que Cícero carregava uma pochete presa à cintura.

No interior do acessório, foram encontradas 13 pequenas pedras de uma substância semelhante a crack, já fracionadas e embaladas individualmente, além de uma pedra maior do mesmo material.

Ao todo, foram apreendidas 14 porções.

Os policiais também localizaram uma faca, diversas embalagens plásticas do tipo sacolé, um telefone celular da marca TCL e R$ 6,80 em dinheiro.

Segundo a Polícia Militar, o fracionamento da droga e a presença das embalagens reforçaram a suspeita de que o material seria destinado à comercialização.

O homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Plantão Policial, juntamente com os objetos apreendidos.

Perícia confirmou presença de cocaína na substância apreendida
Após a apresentação da ocorrência à Polícia Civil, as drogas foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística para análise.

Conforme o Laudo Pericial nº 426.607/2026, o exame de constatação apresentou resultado positivo para cocaína, com peso líquido total de 5,22 gramas.

Embora a substância tenha sido encontrada em pequenas pedras, características da apresentação conhecida como crack, o laudo mencionado no boletim confirmou a presença de cocaína.

O resultado pericial passou a integrar os elementos considerados pela autoridade policial para a formalização do flagrante.

Delegada determinou prisão em flagrante por tráfico
Após analisar as informações apresentadas pelos policiais militares e os materiais apreendidos, a autoridade policial de plantão entendeu que havia elementos suficientes para caracterizar a situação de flagrante delito.

Dessa forma, foi determinada a prisão em flagrante de Cícero Figueiredo da Silva, por suspeita de tráfico de drogas, na modalidade de trazer consigo substância entorpecente, conforme o artigo 33 da Lei Federal nº 11.343/2006.

O crime prevê pena de cinco a 15 anos de reclusão, além de multa, em caso de condenação.

A delegada não arbitrou fiança na delegacia, e o investigado permaneceu à disposição da Justiça para a realização da audiência de custódia.

Suspeito permaneceu em silêncio durante interrogatório
Durante o interrogatório na delegacia, Cícero foi informado de seus direitos constitucionais, incluindo o direito de permanecer em silêncio.

Segundo o boletim de ocorrência, ele informou que não possuía advogado constituído e não indicou contato de familiares para comunicação da prisão.

Questionado sobre os fatos, optou por permanecer em silêncio, direito garantido pela Constituição Federal.

O registro também informa que o homem não portava documento pessoal no momento da prisão, motivo pelo qual foi realizado o procedimento de identificação criminal previsto na legislação.

Polícia solicita acesso aos dados do celular apreendido
Além da prisão em flagrante, a autoridade policial encaminhou à Justiça pedidos relacionados ao prosseguimento da investigação.

Um deles solicita autorização judicial para acessar, extrair e analisar os dados armazenados no telefone celular apreendido com o suspeito.

A medida tem como objetivo verificar se o aparelho contém informações que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a apuração de eventual atividade de tráfico de drogas.

A Polícia Civil também solicitou autorização para a destruição da substância apreendida, com a preservação de amostra necessária para eventual contraprova, conforme previsto na Lei de Drogas.

Os pedidos dependem de apreciação judicial.

Homem ficou à disposição da Justiça
Após a formalização do flagrante, Cícero permaneceu recolhido em uma cela do Plantão Policial de Ourinhos, aguardando a audiência de custódia.

Nessa etapa, o Poder Judiciário deverá avaliar a legalidade da prisão e decidir sobre sua manutenção ou eventual concessão de liberdade mediante medidas previstas em lei.

A investigação também poderá prosseguir para esclarecer a origem da droga e verificar se há outras pessoas envolvidas na possível comercialização de entorpecentes.

A prisão foi registrada como tráfico de drogas, mas a responsabilidade criminal do investigado ainda depende da conclusão dos procedimentos legais e de eventual decisão judicial.
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