Na noite deste domingo, 3, um homem de 57 anos foi detido sob a acusação de participar de um assalto e sequestro de um caminhoneiro na região de Cubatão (SP). A prisão ocorreu por volta das 23h20, quando policiais militares encontraram o caminhão da vítima na Rodovia Orlando Quagliato (SP-327), Km 14 + 500m, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP).

De acordo com os policiais militares Tenente Alvimar e Cabo Teixeira, membros da equipe de Força Tática, receberam informações sobre um veículo Volvo FH-12 Vermelho, Placa MAP-8B81, transitando em direção a Ourinhos. A vítima de 41 anos, dono do veículo, é do estado de Goiás, não estava respondendo às tentativas de contato de seus familiares. A equipe se deslocou até a praça de pedágio da Rodovia SP-327, onde abordaram o veículo ocupado por Carlos S. A. (57 anos) e sua convivente E. M. S. de 54 anos.
Carlos alegou ter sido contratado por uma pessoa chamada "Nilo Sérgio" pelo Facebook para levar o veículo de Cubatão (SP) até Amambai (MS). Durante a busca pessoal, foi encontrado um cartão do Banco Nubank em nome de A. R. G. C., pertencente à esposa da vítima.
A esposa vítima, A., relatou não conseguir contato com o marido desde sábado, 2, à noite. Ela recebeu ligações de vídeo exigindo dinheiro para a libertação do marido. O caminhão, equipado com um sistema de localização, saiu de Cubatão (SP) em direção a São Vicente (SP) e, posteriormente, pelo interior do Estado, em velocidade incomum.
Paulo, antigo proprietário do veículo, informou que a vítima havia descarregado uma carga no Porto de Santos e estava aguardando novo frete. O caminhão ainda possuía um sistema de localização, que indicou um percurso incomum.
A vítima continua mantida em cativeiro, e a polícia da Baixada Santista foi informada e está diligenciando para localizá-lo. O crime ocorreu no pátio do "Posto Locatelli" em Cubatão (SP). O acusado, Carlos, foi autuado em flagrante por infração ao Artigo 157, § 2°, inciso V, do CPB, sendo recolhido aguardando audiência de custódia. O objetivo dos criminosos parece ser manter a vítima em cativeiro até que o veículo roubado alcance a região de fronteira com o Paraguai, evitando o registro policial e o alerta nos sistemas policiais.





