Felipe Guedes da Silva foi condenado a 21 anos, nove meses e 10 dias de prisão em regime fechado, nesta quarta-feira (12), por homicídio qualificado. O crime aconteceu em setembro de 2019, quando Arthur Miguel Monteiro Lopes, de um ano e três meses, morreu em decorrência de traumatismo craniano.
Na época, Silva afirmou à polícia que estava tomando conta do enteado quando ouviu um barulho e encontrou a criança caída no chão. Ele disse que colocou o menino no sofá e voltou ao banheiro, mas ao sair encontrou a criança passando mal e acionou o Samu. Arthur morreu no hospital.
No entanto, o laudo necroscópico contestou a versão de Silva. O documento apontou que a criança sofreu uma pancada na cabeça com grande força, o que não é compatível com a queda alegada pelo suspeito.
Após o crime, Silva foi preso em dezembro de 2020. Ele vai recorrer da decisão em liberdade.
O caso foi um choque para a cidade de Marília, no interior de São Paulo. Arthur era um menino saudável e querido por todos que o conheciam. A sua morte causou grande comoção e a condenação de Silva é uma forma de justiça para a família da criança.
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