O Tribunal do Júri de Jacarezinho, no Norte do Paraná, condenou Marlon Ferreira Lemes a 23 anos e três meses de prisão por tentativa de feminicídio contra a ex-namorada, Isabelly Aparecida Ferreira Moro. A sentença foi proferida após o Conselho de Sentença reconhecer que o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a decisão, Marlon planejou o ataque por não aceitar o fim do relacionamento com Isabelly. Durante a leitura da sentença, o juiz Renato Garcia destacou que o ciúme e a inconformidade com o término foram considerados circunstâncias negativas na dosimetria da pena.
O crime ocorreu em 22 de maio de 2024. Isabelly caminhava em direção a uma academia, na região central de Jacarezinho, quando foi surpreendida por uma mulher disfarçada com peruca e roupas largas. A agressora lançou soda cáustica contra a vítima e fugiu em seguida.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Isabelly corre pelas ruas em busca de ajuda. Um barbeiro que presenciou a situação socorreu a jovem e a levou ao hospital.
As investigações apontaram que o ataque foi executado por Débora Aparecida Custódio Ferreira, que na época mantinha um relacionamento com Marlon. Conforme o Ministério Público, mesmo preso por um roubo de celular, Marlon articulou o crime de dentro da prisão e convenceu Débora a participar da ação.
Em depoimento durante o processo, os dois confessaram envolvimento no caso. Marlon admitiu ter planejado o ataque e afirmou que pretendia apenas dar um “susto” na vítima. Já Débora declarou que ele havia comprado a soda cáustica antes de ser preso, pesquisado sobre os efeitos do produto e orientado a forma como ela deveria agir. Segundo seu relato, o objetivo era atingir a aparência física de Isabelly.
A vítima sofreu queimaduras de segundo grau no rosto, boca, cavidade oral, garganta e tronco, além de lesões nos lábios. Durante o tratamento, ela apresentou um quadro infeccioso grave, precisou ser intubada e permaneceu internada por cerca de 30 dias no Hospital Universitário de Londrina.
Além da pena em regime fechado, Marlon foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais à vítima. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.
Débora também seria julgada nesta semana, mas seus advogados abandonaram a sessão do Tribunal do Júri alegando que o julgamento não estaria sendo conduzido de forma justa. Com isso, o processo dela foi adiado e uma nova data para julgamento ainda será definida pela Justiça.
Marlon permanece preso na Penitenciária Estadual de Londrina. Já Débora segue custodiada na Cadeia Pública de Santo Antônio da Platina aguardando a continuidade do processo.
Segundo a decisão, Marlon planejou o ataque por não aceitar o fim do relacionamento com Isabelly. Durante a leitura da sentença, o juiz Renato Garcia destacou que o ciúme e a inconformidade com o término foram considerados circunstâncias negativas na dosimetria da pena.
O crime ocorreu em 22 de maio de 2024. Isabelly caminhava em direção a uma academia, na região central de Jacarezinho, quando foi surpreendida por uma mulher disfarçada com peruca e roupas largas. A agressora lançou soda cáustica contra a vítima e fugiu em seguida.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Isabelly corre pelas ruas em busca de ajuda. Um barbeiro que presenciou a situação socorreu a jovem e a levou ao hospital.
As investigações apontaram que o ataque foi executado por Débora Aparecida Custódio Ferreira, que na época mantinha um relacionamento com Marlon. Conforme o Ministério Público, mesmo preso por um roubo de celular, Marlon articulou o crime de dentro da prisão e convenceu Débora a participar da ação.
Em depoimento durante o processo, os dois confessaram envolvimento no caso. Marlon admitiu ter planejado o ataque e afirmou que pretendia apenas dar um “susto” na vítima. Já Débora declarou que ele havia comprado a soda cáustica antes de ser preso, pesquisado sobre os efeitos do produto e orientado a forma como ela deveria agir. Segundo seu relato, o objetivo era atingir a aparência física de Isabelly.
A vítima sofreu queimaduras de segundo grau no rosto, boca, cavidade oral, garganta e tronco, além de lesões nos lábios. Durante o tratamento, ela apresentou um quadro infeccioso grave, precisou ser intubada e permaneceu internada por cerca de 30 dias no Hospital Universitário de Londrina.
Além da pena em regime fechado, Marlon foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais à vítima. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.
Débora também seria julgada nesta semana, mas seus advogados abandonaram a sessão do Tribunal do Júri alegando que o julgamento não estaria sendo conduzido de forma justa. Com isso, o processo dela foi adiado e uma nova data para julgamento ainda será definida pela Justiça.
Marlon permanece preso na Penitenciária Estadual de Londrina. Já Débora segue custodiada na Cadeia Pública de Santo Antônio da Platina aguardando a continuidade do processo.
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