Homem é detido por suspeita de furto em barracão de empresa no centro de Ourinhos

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Na tarde desta quinta-feira, 18, a Polícia Militar deteve um homem de 37 anos, identificado como R. N., suspeito de invadir e furtar objetos do barracão da empresa Caninha Oncinha, localizada na Avenida Jacinto Ferreira de Sá, na região central da cidade. Apesar da detenção e do reconhecimento inicial, o suspeito foi liberado pela Polícia Civil por falta de provas robustas.

A Ocorrência
A Polícia Militar foi acionada via COPOM após o representante da empresa visualizar um indivíduo dentro do barracão. Segundo o relato inicial, o suspeito era um homem branco, magro, que vestia uma camisa do Palmeiras (número 10) e carregava uma sacola azul.

Ao ser questionado sobre sua presença no local, o invasor teria alegado que estava apenas "fazendo suas necessidades" e fugiu rapidamente. Após a fuga, o representante constatou o furto de:
  • Dois motores de 1,5 CV da marca WEG;
  • Barras de cobre, retiradas de um transformador que foi danificado durante a ação.
Abordagem e Divergências no Depoimento
Com base nas características, os policiais localizaram o suspeito em um campo de futebol nas proximidades. Com ele, foi encontrada a quantia de R$ 182,00 em notas diversas, mas nenhum dos objetos furtados ou a sacola azul mencionada foram localizados.

Durante o depoimento no Plantão Policial, houve contradições. O representante da empresa admitiu que não tinha certeza absoluta sobre a identidade do suspeito, afirmando ter visto apenas o rosto rapidamente por uma fresta no portão. Ele também relatou que, no momento da fuga, percebeu apenas que o homem usava uma camisa branca, notando a estampa do time de futebol apenas posteriormente, quando solicitado pela PM para fazer o reconhecimento.

Defesa do Suspeito
O homem apontado, que é usuário de crack e cocaína, negou veementemente o crime. Ele afirmou que estava no campo de futebol procurando drogas no momento do ocorrido e que o dinheiro em sua posse era fruto de trabalhos de limpeza de terrenos e calçadas. Ele negou possuir qualquer sacola azul ou ter entrado na empresa.

Decisão Judicial
A autoridade policial decidiu pela não homologação da prisão em flagrante, determinando a liberação imediata do suspeito. A decisão foi fundamentada nos seguintes pontos:
  • Ausência da "Res Furtiva": Os motores e o cobre não foram encontrados com o suspeito.
  • Reconhecimento Frágil: A vítima demonstrou incerteza na identificação.
  • Falta de Provas Materiais: A sacola descrita não foi localizada e o dinheiro apreendido não pôde ser vinculado diretamente ao furto.
O dinheiro permaneceu apreendido e será devolvido caso a origem lícita seja comprovada. A perícia técnica foi acionada para o local e a Polícia Civil seguirá investigando o caso para apurar a autoria do crime e o paradeiro dos objetos furtados.