Homem é preso por tráfico de drogas e suspeita de posse irregular de arma de fogo no Jardim Europa, em Ourinhos

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Um homem de 39 anos, identificado como Renan R. de A., foi preso em flagrante por tráfico de drogas e suspeita de posse irregular de arma de fogo, após uma ocorrência registrada por volta das 18h, na Rua Antônio Henrique Rolli, no Jardim Europa, em Ourinhos.

A ação foi realizada pela Polícia Militar, que recebeu informações de que o suspeito estaria comercializando entorpecentes em sua residência.

Durante a ocorrência, também foi abordado um homem de 33 anos, que, segundo a polícia, havia acabado de sair do imóvel após adquirir cocaína. Ele foi conduzido à delegacia, ouvido e posteriormente liberado.

Policiais monitoraram residência após denúncias de tráfico
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares receberam informações específicas de que Renan estaria vendendo drogas em sua casa.

Diante da denúncia, a equipe se posicionou nas proximidades do endereço para observar a movimentação.

Durante a vigilância, os agentes perceberam a chegada de um Ford EcoSport prata, que estacionou em frente à residência.

O motorista entrou no imóvel e saiu pouco tempo depois, aparentemente manuseando algo nas mãos.

Os policiais decidiram acompanhar a situação e realizaram a abordagem do motorista nas imediações.

Durante a revista pessoal, foram encontradas duas porções de substância semelhante à cocaína.

Questionado sobre a procedência do entorpecente, ele informou que havia acabado de adquirir a droga de Renan.

Segundo seu relato, ele já era cliente do suspeito e pagaria R$ 100 pela cocaína posteriormente.

Cocaína, balança e armas foram encontradas na residência
Após a abordagem os policiais seguiram até a residência indicada como ponto de comercialização de entorpecentes.

Durante as buscas no imóvel, foram encontrados uma quantidade de substância apontada como cocaína, uma balança de precisão, uma espingarda antiga, uma arma de pressão e um simulacro de arma de fogo.

Todos os materiais foram apresentados à Polícia Civil para apreensão e realização dos exames necessários.

Suspeito alegou que droga era para consumo próprio
Na delegacia, Renan foi interrogado na presença de seu advogado e apresentou uma versão diferente daquela relatada pelos policiais.

Ele reconheceu ser proprietário da droga, da balança de precisão e dos três objetos encontrados na residência.

Entretanto, negou que estivesse comercializando entorpecentes, afirmando que a cocaína era destinada ao próprio consumo.

Segundo Renan, a balança era utilizada apenas para conferir a quantidade de droga que adquiria.

O investigado também afirmou que a visita do outro homem à residência estaria relacionada à negociação de um aparelho celular, e não à venda de drogas.

Sobre a entrada dos policiais no imóvel, Renan relatou que percebeu a abertura do portão e saiu por causa de seus cachorros, momento em que teria sido conduzido para o interior da casa.

Ele negou ter informado previamente aos agentes que havia entorpecentes na residência.

Segundo homem confirmou que foi ao local comprar cocaína
Em seu depoimento à Polícia Civil, o outro homem confirmou que esteve na residência para adquirir cocaína destinada ao próprio consumo.

Ele também confirmou que o pagamento seria realizado posteriormente.

O homem esclareceu, entretanto, que não acompanhou a entrada dos policiais no imóvel nem as buscas realizadas na residência.

A autoridade policial registrou que existem divergências nos relatos sobre a quantidade de porções encontradas com o segundo homem, informação que deverá ser esclarecida pelos autos de apreensão e exames periciais.

Apesar de ter sido conduzido à delegacia, o outro homem não foi preso, pois os elementos apresentados indicaram aquisição e posse de entorpecente para consumo pessoal, sem demonstração de participação na comercialização.

O caso foi registrado em relação a ele conforme o artigo 28 da Lei de Drogas, com previsão de encaminhamento ao Juizado competente.

Espingarda antiga será submetida à perícia
Outro ponto investigado é a origem e a situação legal da espingarda encontrada na residência.

Segundo o registro policial, a arma apresenta características antigas e não foi possível identificar sua numeração durante o exame visual inicial.

Entretanto, a autoridade policial destacou que ainda não existem elementos suficientes para afirmar que a numeração tenha sido raspada ou adulterada.
A ausência de identificação pode estar relacionada a diferentes circunstâncias, como desgaste natural, corrosão ou características originais de fabricação.

Por esse motivo, a espingarda deverá passar por perícia para verificar suas características, classificação, funcionamento e eventual irregularidade.
A arma de pressão e o simulacro também foram apresentados para os procedimentos cabíveis.

Polícia Civil determinou prisão em flagrante
Após analisar os depoimentos dos policiais militares, as declarações, o interrogatório de Renan e os materiais apreendidos, a autoridade policial entendeu que havia indícios suficientes para a prisão em flagrante por tráfico de drogas.

A decisão considerou, principalmente, a informação prévia sobre a possível comercialização, a movimentação observada pelos policiais e o relato da testemunha de que havia adquirido cocaína na residência.

Renan foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006.

A autoridade policial também apontou indícios de posse irregular de arma de fogo de uso permitido, prevista no artigo 12 do Estatuto do Desarmamento, cujo enquadramento dependerá da confirmação das características da espingarda e de sua situação documental.

A Polícia Civil determinou o encaminhamento dos entorpecentes ao Instituto de Criminalística para análise e confirmação da natureza e quantidade das substâncias.
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