Na última terça-feira, 23 de janeiro, um morador de Maracaí (SP) foi vítima do golpe do falso intermediário ao tentar comprar uma motocicleta em Ourinhos. R. B., de 36 anos, registrou o ocorrido na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Ourinhos na noite do mesmo dia.
A história teve início quando R. se deparou com uma publicação no Facebook anunciando uma motocicleta Honda/NX-4 Falcon para venda. O perfil de nome "Amanda" era o responsável pelo anúncio. Após iniciar a conversa via Facebook, R. passou a se comunicar via WhatsApp com o suposto vendedor, que se apresentou como "Marcelo" e utilizava o número (14) 99859-1420.
"Marcelo" afirmou que a motocicleta estaria em Ourinhos, em posse de seu "irmão" R. L. H. G., morador em Ourinhos. Durante as tratativas, "Marcelo", o falso intermediário, orientou R. a informar ao irmão (que na verdade não era) que estaria recebendo a moto em troca de um serviço de pedreiro. R. fez a transferência de R$10.000,00 para a conta de Ana Luiza de Moraes Alves, suposta esposa de "Marcelo", o golpista, achando que ele era o verdadeiro dono da moto.
R. seguiu as instruções, dirigiu-se ao local indicado na Rua Antônio Manzano Soares, em Ourinhos, e encontrou o verdadeiro vendedor de Ourinhos. Juntos, foram até um cartório para concretizar a negociação. Contudo, ao estarem prestes a assinar a transferência, o verdadeiro dono da moto alertou R. de que poderiam ter caído em um golpe, pois "Marcelo" (golpista) havia excluído todas as mensagens do WhatsApp. Foi nesse momento que R. descobriu que R. de Ourinhos, não tinha irmão algum.
Os R$10.000,00 foram transferidos ao golpista, que não mais respondeu as mensagens, resultando em um prejuízo para R. Sentindo-se lesado, ele expressou o desejo de representar criminalmente contra o autor do golpe, solicitando a abertura de um procedimento investigatório para apuração dos fatos.
O proprietário da motocicleta, R., também relatou sua versão dos acontecimentos. Ele anunciou a venda da Honda/NX-4 Falcon nas redes sociais e foi contatado por "Marcelo" (golpista), que demonstrou interesse na compra. Após acordarem o valor de R$16.000,00, "Marcelo" (golpista) informou que o suposto pedreiro comprador, que seria R. de Maracaí, iria até Ourinhos para finalizar a transação.
No entanto, durante o processo, R. de Ourinhos percebeu que "Marcelo" estava apagando mensagens no WhatsApp, levantando suspeitas de um possível golpe. Ao checar as mensagens, R. de Maracaí constatou que haviam sido deletadas, confirmando a suspeita. A transferência da moto não foi concluída.
R. de Maracaí acusou R. de Ourinhos de ser cúmplice do golpe, alegando ser irmão de "Marcelo", o que não é verdade, pois o golpista enganou os dois.
Diante dos fatos, a autoridade policial decidiu registrar o caso para uma investigação mais aprofundada na delegacia de polícia competente. O golpe do falso intermediário continua sendo uma prática criminosa que exige atenção redobrada dos consumidores ao realizar transações pela internet.





