Uma mulher em situação de rua, identificada como Dona Bete, tem chamado a atenção de motoristas e moradores da região do Distrito Industrial 2, em Ourinhos, por permanecer acampada às margens da Rodovia Raposo Tavares (SP-270) desde a semana passada. A equipe do site Passando a Régua esteve no local, na manhã desta quinta-feira, 31, e conversou com a idosa, que, apesar do frio e das condições de risco, se recusa a deixar o local.
Segundo informações da Secretaria de Assistência Social do município, a equipe de abordagem social tem prestado atendimento contínuo à senhora desde a última quinta-feira, 24. Foram ofertados diversos serviços, como acolhimento noturno, alimentação, banho, transporte, atendimento no Centro Pop e até mesmo passagem para que ela pudesse chegar a um destino de sua escolha. Contudo, Dona Bete rejeitou todas as ofertas.

Durante a conversa com a reportagem, Dona Bete relatou ser natural de Teófilo Otoni (MG), mas afirmou ter vindo de Jacarezinho (PR) e estar de passagem rumo a Bauru. “Eu tô viajando, só isso”, declarou. De maneira confusa, a mulher também mencionou ter passado por Santo Antônio da Platina (PR), mas não deixou claro seu destino final. A idosa sobrevive com a ajuda de populares e motoristas que trafegam pela rodovia, recebendo alimentos e cobertores, embora frequentemente recuse refeições.
A assistente social Esther, que acompanha o caso, informou que a idosa se enquadra no perfil de andarilhos — pessoas que percorrem longas distâncias pelo Brasil, sem residência fixa. “Ela apresenta resistência a qualquer tipo de encaminhamento. Acredita que alguém virá buscá-la com uma caminhonete, o que não passa de uma ilusão. Já criamos diversas estratégias de convencimento, mas ela se nega terminantemente”, disse.

Ainda de acordo com a assistente social, Dona Bete apresenta sinais de desorientação e comportamento acumulador. A quantidade de objetos ao seu redor tem crescido a cada dia, muitos recolhidos ao longo da estrada. Apesar de estar bem agasalhada e protegida com cobertores, a preocupação das autoridades aumenta devido ao frio intenso — que chegou a 8°C durante a madrugada — e ao risco de acidentes no local, que é de tráfego intenso.
Equipes do SAMU, da Guarda Civil Municipal e até mesmo da Polícia já estiveram no local, mas nenhuma medida coercitiva pôde ser adotada, uma vez que Dona Bete não representa risco imediato a si mesma nem aos outros. "Não há como obrigá-la a aceitar ajuda. Tudo tem sido feito com respeito e paciência, mas ela se recusa a sair", afirmou Esther.
A reportagem do Passando a Régua segue acompanhando o caso e disponibiliza o vídeo completo da entrevista com Dona Bete e com a equipe da Assistência Social em seu site e redes sociais. O objetivo é também tentar localizar algum familiar ou conhecido que possa ajudá-la a encontrar um destino mais seguro.
A Prefeitura de Ourinhos reforça que continua com as visitas e monitoramento diário da situação e mantém os serviços da assistência social à disposição da idosa.
Quem tiver informações sobre familiares de Dona Bete ou puder colaborar com a identificação da idosa, pode entrar em contato com a Secretaria de Assistência Social de Ourinhos.
Segundo informações da Secretaria de Assistência Social do município, a equipe de abordagem social tem prestado atendimento contínuo à senhora desde a última quinta-feira, 24. Foram ofertados diversos serviços, como acolhimento noturno, alimentação, banho, transporte, atendimento no Centro Pop e até mesmo passagem para que ela pudesse chegar a um destino de sua escolha. Contudo, Dona Bete rejeitou todas as ofertas.

Durante a conversa com a reportagem, Dona Bete relatou ser natural de Teófilo Otoni (MG), mas afirmou ter vindo de Jacarezinho (PR) e estar de passagem rumo a Bauru. “Eu tô viajando, só isso”, declarou. De maneira confusa, a mulher também mencionou ter passado por Santo Antônio da Platina (PR), mas não deixou claro seu destino final. A idosa sobrevive com a ajuda de populares e motoristas que trafegam pela rodovia, recebendo alimentos e cobertores, embora frequentemente recuse refeições.
A assistente social Esther, que acompanha o caso, informou que a idosa se enquadra no perfil de andarilhos — pessoas que percorrem longas distâncias pelo Brasil, sem residência fixa. “Ela apresenta resistência a qualquer tipo de encaminhamento. Acredita que alguém virá buscá-la com uma caminhonete, o que não passa de uma ilusão. Já criamos diversas estratégias de convencimento, mas ela se nega terminantemente”, disse.

Ainda de acordo com a assistente social, Dona Bete apresenta sinais de desorientação e comportamento acumulador. A quantidade de objetos ao seu redor tem crescido a cada dia, muitos recolhidos ao longo da estrada. Apesar de estar bem agasalhada e protegida com cobertores, a preocupação das autoridades aumenta devido ao frio intenso — que chegou a 8°C durante a madrugada — e ao risco de acidentes no local, que é de tráfego intenso.
Equipes do SAMU, da Guarda Civil Municipal e até mesmo da Polícia já estiveram no local, mas nenhuma medida coercitiva pôde ser adotada, uma vez que Dona Bete não representa risco imediato a si mesma nem aos outros. "Não há como obrigá-la a aceitar ajuda. Tudo tem sido feito com respeito e paciência, mas ela se recusa a sair", afirmou Esther.
A reportagem do Passando a Régua segue acompanhando o caso e disponibiliza o vídeo completo da entrevista com Dona Bete e com a equipe da Assistência Social em seu site e redes sociais. O objetivo é também tentar localizar algum familiar ou conhecido que possa ajudá-la a encontrar um destino mais seguro.
A Prefeitura de Ourinhos reforça que continua com as visitas e monitoramento diário da situação e mantém os serviços da assistência social à disposição da idosa.
Quem tiver informações sobre familiares de Dona Bete ou puder colaborar com a identificação da idosa, pode entrar em contato com a Secretaria de Assistência Social de Ourinhos.





