Idoso de Ourinhos é vítima de golpe de falso intermediário durante compra de veículo pela internet

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Um morador de Ourinhos, de 64 anos, foi vítima de um golpe de estelionato envolvendo a compra de um veículo anunciada pela internet. O caso foi registrado nesta sexta-feira (18) na CPJ de Ourinhos. Tanto o suposto comprador, quanto a verdadeira proprietária do carro, foram enganados por um falso intermediário que conduziu a negociação de forma fraudulenta.

Segundo o relato do morador de Ourinhos à Polícia Civil, ele viu um anúncio de um GM/Corsa Sedan por R$ 8.000,00 na plataforma Marketplace do Facebook. Interessado no preço, entrou em contato com o número divulgado no anúncio, (17) 99769-8482, sendo atendido por um homem que se apresentou como Juliano Martins. O suposto vendedor afirmou que sua cunhada queria vender o carro parcelado, mas ele poderia vender à vista por um valor mais baixo, R$ 7.500,00.

Juliano pediu que o idoso se dirigisse até a Cooperativa Agrícola de Ourinhos, onde uma terceira pessoa — que seria, segundo ele, parente da proprietária — mostraria o veículo. No local, o idoso foi atendido por K., realizou um teste no carro e aprovou a compra. Juliano então orientou que ele fizesse uma transferência via PIX — que não funcionou — e então por TED, da agência do banco Santander de Edson, para uma conta em nome de Darlyn Mendes da Silva, CNPJ: 61.709.800/0001-70.

No cartório, K. pediu que o idoso aguardasse o valor cair em sua conta, momento em que os dois começaram a desconfiar da situação. A vítima percebeu que havia transferido o valor ao golpista e não à proprietária real do veículo.

K., por sua vez, relatou que havia anunciado o carro por R$ 14.000,00 e que também foi contatada por um homem se identificando como Juliano. Ele disse que o veículo seria destinado a um funcionário pedreiro, e pediu que retirasse o anúncio da internet. Juliano alegou ser de Salto Grande/SP e insistiu para que ela não informasse o valor da negociação ao suposto comprador, pois pagaria um valor diferente.

No dia combinado, K. e o idoso se encontraram acreditando que estavam seguindo as instruções de Juliano, sem saber que se tratava de um golpista que manipulava as duas partes separadamente. Ao perceber que o valor não caiu na conta, K. entrou em contato com Juliano, que enviou um falso comprovante de transferência, informando que o valor estava “em análise”. Após a insistência e a ameaça de acionar a polícia, Juliano cessou todos os contatos e desapareceu.

A Polícia orientou o idoso quanto ao prazo de seis meses para representar formalmente contra o golpista e/ou o beneficiário do valor. Ele apresentou o comprovante da transferência e conversas no WhatsApp com o estelionatário.

O caso será investigado como estelionato digital, e a Polícia alerta para o crescente número de fraudes semelhantes, envolvendo intermediários falsos que se passam por negociadores confiáveis, utilizando perfis falsos e manipulando compradores e vendedores por meio de aplicativos de mensagens.