A maioria dos municípios do interior paulista que foram rebaixados para faixas mais rígidas do Plano São Paulo de reabertura das atividades econômicas do governo estadual manteve comércio e serviços abertos na segunda-feira, 15. As cidades das regiões de Barretos e Presidente Prudente caíram duas posições, saindo da faixa amarela (3) para a vermelha (1), a de maior restrição por causa do avanço do coronavírus. Já a região de Ribeirão Preto regrediu da faixa laranja (2) para a vermelha. As medidas estaduais passaram a valer nesta segunda-feira, mas em muitas cidades não foram cumpridas.
Em Ourinhos, mesmo fazendo parte da faixa 2 (laranja), a cidade mantém o funcionamento de atividades da faixa 3 (amarela), como bares e restaurantes. Está em vigor o mesmo decreto que foi publicado no dia 1º de julho. De acordo com a Prefeitura de Ourinhos, subiu para 226 o número de casos confirmados na cidade, com quatro mortes e apresenta um dos piores índices de isolamento social, abaixo de 40%.
Em Barretos, o comércio permaneceu parcialmente funcionando. A prefeitura informou que está seguindo a decisão coletiva dos 25 municípios integrantes do Consórcio de Desenvolvimento do Vale do Rio Grande de manter o funcionamento do comércio, mesmo com restrições. Segundo o consórcio, algumas cidades estão buscando na Justiça respaldo para "fazer cumprir a realidade local".
O prefeito de Presidente Prudente, Nelson Bugalho (PSDB), decidiu viajar para São Paulo com outros prefeitos da região para conversar com o secretário do Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e pedir a revisão de faixa - a cidade saiu da faixa amarela (3) e foi colocada na vermelha (1), a mais restritiva. "Não se discute que não era possível trocar de faixa, mas o prefeito considera extremamente rigorosa a decisão", informou a assessoria.
A cidade de Bauru passou da fase 3 (amarela) para a 2 (laranja), mas um decreto da prefeitura manteve o funcionamento de bares e restaurantes. Os salões de beleza, estética e estúdios de tatuagem também foram autorizados a abrir quatro horas diárias, exceto nos fins de semana, contrariando o plano estadual. Em nota, a prefeitura informou que há necessidade de garantir que os investimentos realizados no setor de bares, restaurantes e lanchonetes, no curto espaço em que tiveram autorização para funcionamento, sejam compensados.
Em Ribeirão Preto, a prefeitura reforçou a fiscalização para dar cumprimento às regras da faixa vermelha. Nesta segunda, o departamento de fiscalização recebeu 23 denúncias de estabelecimentos que descumpriram o decreto. Já a prefeitura de São José do Rio Preto e a Procuradoria-Geral do Estado entraram com recurso contra liminar dada pela Justiça local autorizando o funcionamento de barbearias e salões de beleza no município. A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Não houve retorno até 19h30.
Fonte: R7/Estadão
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