O Estado de Israel entrou em Estado de Alerta de Guerra em resposta a um extenso ataque do grupo palestino Hamas, que afirmou ter lançado mais de cinco mil foguetes contra o território israelense. O líder do braço armado do Hamas confirmou a nova operação militar no sábado, 7.
O ministério da Saúde de Israel já confirmou pelo menos 40 mortes e mais de 750 feridos decorrentes dos ataques até o momento. Entre as vítimas está o chefe do Conselho Regional de Shaar HaNegev, em Israel.
Segundo informações da agência espanhola Europa Press, a operação Tempestade Al-Aqsa, conduzida pelo Hamas, resultou em pelo menos seis mortes e 200 feridos. A operação começou com o lançamento de milhares de foguetes em direção a Tel Aviv, conforme anunciado por Mohamed Deif, comandante das Brigadas de Al-Qasam, do Hamas, em uma rara declaração pública divulgada pela agência de notícias palestina Maan.
Apesar de Israel ter conseguido interceptar parte dos foguetes, milicianos palestinos conseguiram penetrar no sul de Israel por terra, mar e ar, em pelo menos sete localizações.
Em resposta imediata, Israel lançou a operação Espadas de Ferro e começou a bombardear diversos pontos na Faixa de Gaza, causando um número ainda não determinado de vítimas. O Estado israelense declarou oficialmente o estado de guerra e ordenou a mobilização de reservistas. As sirenes de alerta continuam a soar em várias partes do país, incluindo Tel Aviv e Jerusalém.
Em Jerusalém, civis deixaram as ruas desertas, buscando abrigo em bunkers, enquanto tropas realizam patrulhamentos minuciosos em ruas, parques e estacionamentos de centros comerciais. A situação permanece tensa e em constante evolução.
O que é o Hamas?
O Hamas é o maior dentre diversos grupos de militantes islâmicos da Palestina. O grupo como um todo, ou em alguns casos sua ala militar, é classificado como terrorista por Israel, Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido, bem como outras potências globais.
O nome em árabe é um acrônimo para Movimento de Resistência Islâmica, que teve origem em 1987 após o início da primeira intifada palestina, ou levante, contra a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.
Em sua fundação, o Estatuto do Hamas definiu a Palestina histórica, incluindo a atual Israel, como terra islâmica e exclui qualquer paz permanente com o Estado judeu. O documento também ataca os judeus como povo, fortalecendo acusações de que o grupo é antissemita.
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