Neste domingo, 10, Javier Milei foi empossado como presidente da Argentina e rapidamente implementou medidas de austeridade, assinando um decreto que reduz o número de ministérios do país pela metade. O novo governo ultraliberal agora terá nove pastas, em comparação com as dezoito do ex-presidente Alberto Fernández.
As pastas sob a gestão de Milei incluirão o Ministério de Interior, Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto, Defesa, Economia, Infraestrutura, Justiça, Segurança, e Saúde e Capital Humano. O presidente destacou que essa medida é o primeiro passo para reduzir os gastos públicos, uma das promessas feitas durante seu discurso de posse.
"Não existe solução sem atacar o déficit fiscal. A solução implica um ajuste no setor público, que cairá sobre o Estado, e não sobre o setor privado", afirmou Milei. Ele reconheceu que, no curto prazo, a situação econômica pode piorar, mas ressaltou a necessidade de enfrentar os desafios fiscais para reconstruir a Argentina.
O discurso de posse ocorreu nas escadarias do Congresso, quebrando o protocolo usual, e posteriormente na Casa Rosada, onde Milei declarou que sua eleição representa "o fim da noite populista e o renascer da Argentina próspera e liberal". Entre os presentes estavam o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, enquanto o presidente brasileiro, Lula, foi representado pelo chanceler Mauro Vieira.
Milei mencionou a alta inflação, culpando os governos peronistas anteriores por arruinar a economia. Ele destacou a necessidade de mais liberdade como a única forma de superar a pobreza. Apesar dos desafios iminentes, Milei expressou otimismo: "Não será fácil: cem anos de fracasso não se desfazem num dia, mas um dia começa, e hoje é esse dia."
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