No sábado fui convidado para assistir, na Paróquia Santo Antônio da Vila Odilon, a cerimônia do crisma de minhas sobrinhas Larissa e Vitória.
O Crisma é o segundo Sacramento da Igreja Católica, é a confirmação do Batismo, tem tanta importância que somente pode ser sacramentado pelo Bispo da Diocese.
Bem... sem querer bancar o catequista, voltamos ao convite à crisma: não conseguimos chegar no horário marcado, por causa das obras da duplicação da BR-153 no Paraná, atrasamos quase meia hora, quando chegamos, a igreja estava apinhada de gente, percebemos a entrada da igreja praticamente bloqueada de tantos fiéis, boa parte do pessoal ficou do lado de fora, incluindo nós.
Enfim, não conseguimos assistir à celebração, ficamos ouvindo, precariamente, as falas do Bispo.
Foi então que me dei conta que, em outros tempos, estive por aqui, principalmente nas monumentais quermesses da Vila Odilon, que eram organizadas nessa mesma praça: as barracas, os bingos, os comes e bebes, os infalíveis "correios-elegantes", enfim, tempo de sonhos e ilusão!
Sentado no mesmo banco de concreto de outros tempos, pisando nas mesmas lajotas sextavadas de concreto, voltei cinquenta anos no tempo, ainda hoje as crianças brincam sem parar, o carrinho de pipoca ainda está aqui, os bem-te-vis ainda cantam nos mesmos pés de ipês.
Giro a cabeça e não vejo mais a velha farmácia que havia aqui na esquina, nem o Clube dos Jovens Reunidos em frente... dos bares daquele tempo sobraram um ou dois, agora o que se vê é uma lotérica e um salão paroquial, atividades bem mais honrosas, convenhamos!
Um senhor da minha idade chega até mim e pede um real, pergunto pra quê - ele responde com sinceridade:
- Não é pra comprar pão!
Disfarço um sorriso e lhe entrego uma nota de dois reais, ele me olha e comenta:
- Rapaz, como você está bem, Marreco!
Antes que eu pergunte quem era ele, o sujeito se vira sentido boteco, antes de seguir olha para trás e me acena em despedida, sorrindo.
A Flávia me pergunta quem era, respondo de pronto:
- Não faço ideia!
Não me lembrei do cidadão, porém, ao encerramento da cerimônia do Crisma, meu amigo Geraldo e sua esposa Vilce nos avistaram, vieram até nós e trocamos cumprimentos... Ao contrário do outro cidadão eu jamais esqueceria do Geraldo Laperuta, com o qual compartilhei os bancos da escola, mesma classe inclusive, no Colégio Caló... O mesmo Geraldo que um dia sacaneei numa aula de matemática... mas disto falaremos em outra oportunidade!
Palavras da salvação!
O Crisma é o segundo Sacramento da Igreja Católica, é a confirmação do Batismo, tem tanta importância que somente pode ser sacramentado pelo Bispo da Diocese.
Bem... sem querer bancar o catequista, voltamos ao convite à crisma: não conseguimos chegar no horário marcado, por causa das obras da duplicação da BR-153 no Paraná, atrasamos quase meia hora, quando chegamos, a igreja estava apinhada de gente, percebemos a entrada da igreja praticamente bloqueada de tantos fiéis, boa parte do pessoal ficou do lado de fora, incluindo nós.
Enfim, não conseguimos assistir à celebração, ficamos ouvindo, precariamente, as falas do Bispo.
Foi então que me dei conta que, em outros tempos, estive por aqui, principalmente nas monumentais quermesses da Vila Odilon, que eram organizadas nessa mesma praça: as barracas, os bingos, os comes e bebes, os infalíveis "correios-elegantes", enfim, tempo de sonhos e ilusão!
Sentado no mesmo banco de concreto de outros tempos, pisando nas mesmas lajotas sextavadas de concreto, voltei cinquenta anos no tempo, ainda hoje as crianças brincam sem parar, o carrinho de pipoca ainda está aqui, os bem-te-vis ainda cantam nos mesmos pés de ipês.
Giro a cabeça e não vejo mais a velha farmácia que havia aqui na esquina, nem o Clube dos Jovens Reunidos em frente... dos bares daquele tempo sobraram um ou dois, agora o que se vê é uma lotérica e um salão paroquial, atividades bem mais honrosas, convenhamos!
Um senhor da minha idade chega até mim e pede um real, pergunto pra quê - ele responde com sinceridade:
- Não é pra comprar pão!
Disfarço um sorriso e lhe entrego uma nota de dois reais, ele me olha e comenta:
- Rapaz, como você está bem, Marreco!
Antes que eu pergunte quem era ele, o sujeito se vira sentido boteco, antes de seguir olha para trás e me acena em despedida, sorrindo.
A Flávia me pergunta quem era, respondo de pronto:
- Não faço ideia!
Não me lembrei do cidadão, porém, ao encerramento da cerimônia do Crisma, meu amigo Geraldo e sua esposa Vilce nos avistaram, vieram até nós e trocamos cumprimentos... Ao contrário do outro cidadão eu jamais esqueceria do Geraldo Laperuta, com o qual compartilhei os bancos da escola, mesma classe inclusive, no Colégio Caló... O mesmo Geraldo que um dia sacaneei numa aula de matemática... mas disto falaremos em outra oportunidade!
Palavras da salvação!





