Nos nossos anos dourados, antes da febre dos clubes sociais e dançantes: Centro Comunitário, CSU, Terríveis, e até os esnobes Grêmio e Ourinhense, entre outros, a saída pra nós, jovens e pobres, era os “bailinhos de garagem”!
Antes que os mais novos perguntem:
- O que é essa “bagaça” de bailinhos de garagem, Seu João?
Explico: “bailinho de garagem” era uma brincadeira dançante, na casa de alguma menina, literalmente na garagem da residência, ao som de um questionável aparelho de som chamado Sonata e uma meia dúzia de LP’s românticos, enfim, W’ere All Alone, Sailing, Love Hurts, When You’re Gone, I’D Love You to Me, Flying, Do You Wanna Dance, e um monte de músicas que a gente não entendia nada mas nos faziam sofrer de amor!
Sempre “rolava” um Cuba Libre ou Ponche, bebidas proibidas para menores, porém, permissíveis devido ao baixo teor alcoólico. Eu, que nunca bebi, ia de cara limpa mesmo!
A turma ali reunida era, geralmente, o pessoal da escola que, desde a quarta-feira, ficava engenhando o encontro de sábado.
As músicas citadas eram de fazer pica-pau sair do oco, e se a gente conseguisse dançar com a menina pretendida, dançava agarradinho... A gente viajava na canção e ficava falando banalidades no ouvido dela, sonhando o sonho da aceitação.
Antes, evidentemente, rolava a paquera e quando a coragem vinha era só chegar e perguntar:
- Quer dançar comigo? Sim, no melhor estilo Johnny Rivers : “Do you wanna dance?”
O problema era o horário, os pais colocavam dez da noite como limite... Exatamente às dez horas ele desligava o som e ia cada um pra sua casa!
Problema maior era quando aparecia a rapaziada não convidada, geralmente de outro bairro... Aí o pau comia e a festa acabava.
Gente da Barra Funda não podia aparecer em “brincadeiras” na Boa Esperança, rapaziada da Vila Margarida não podia aparecer na Vila São Luís...
Na Vila Odilon era pior, se chegássemos morríamos de tanto apanhar, eu e mais uns oito amigos morremos várias vezes por lá - é sério!
Mas o tempo passou... Passou o tempo da inocência, dos namoros limitados, das meninas de tranças que nos deram “tábua”, das que nos queriam e a gente queria outra, e outra, e outra!
Lembrança material daquele tempo, guardo até hoje: a "Sonata" que comprei em 24 vezes, no "crediário tentação" da Pernambucana!
Para ouvir as canções daquele tempo, hoje, só na esquecida madrugada dos programas de rádio, ou, pedir à fria "Alexia":
- Alexia, toca "Do you Wanna Dance"!
Antes que os mais novos perguntem:
- O que é essa “bagaça” de bailinhos de garagem, Seu João?
Explico: “bailinho de garagem” era uma brincadeira dançante, na casa de alguma menina, literalmente na garagem da residência, ao som de um questionável aparelho de som chamado Sonata e uma meia dúzia de LP’s românticos, enfim, W’ere All Alone, Sailing, Love Hurts, When You’re Gone, I’D Love You to Me, Flying, Do You Wanna Dance, e um monte de músicas que a gente não entendia nada mas nos faziam sofrer de amor!
Sempre “rolava” um Cuba Libre ou Ponche, bebidas proibidas para menores, porém, permissíveis devido ao baixo teor alcoólico. Eu, que nunca bebi, ia de cara limpa mesmo!
A turma ali reunida era, geralmente, o pessoal da escola que, desde a quarta-feira, ficava engenhando o encontro de sábado.
As músicas citadas eram de fazer pica-pau sair do oco, e se a gente conseguisse dançar com a menina pretendida, dançava agarradinho... A gente viajava na canção e ficava falando banalidades no ouvido dela, sonhando o sonho da aceitação.
Antes, evidentemente, rolava a paquera e quando a coragem vinha era só chegar e perguntar:
- Quer dançar comigo? Sim, no melhor estilo Johnny Rivers : “Do you wanna dance?”
O problema era o horário, os pais colocavam dez da noite como limite... Exatamente às dez horas ele desligava o som e ia cada um pra sua casa!
Problema maior era quando aparecia a rapaziada não convidada, geralmente de outro bairro... Aí o pau comia e a festa acabava.
Gente da Barra Funda não podia aparecer em “brincadeiras” na Boa Esperança, rapaziada da Vila Margarida não podia aparecer na Vila São Luís...
Na Vila Odilon era pior, se chegássemos morríamos de tanto apanhar, eu e mais uns oito amigos morremos várias vezes por lá - é sério!
Mas o tempo passou... Passou o tempo da inocência, dos namoros limitados, das meninas de tranças que nos deram “tábua”, das que nos queriam e a gente queria outra, e outra, e outra!
Lembrança material daquele tempo, guardo até hoje: a "Sonata" que comprei em 24 vezes, no "crediário tentação" da Pernambucana!
Para ouvir as canções daquele tempo, hoje, só na esquecida madrugada dos programas de rádio, ou, pedir à fria "Alexia":
- Alexia, toca "Do you Wanna Dance"!



