João Neto: Benditos Japoneses!

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A colônia japonesa escreveu sua história em Ourinhos com letras grandes, ninguém pode negar.

Desde a imigração, no início do século passado, estão registrando suas marcas: dedicação, disciplina, trabalho e respeito!

Vieram trabalhar nas fazendas de café da cidade, se instalaram em colônias na Fazenda Velha, no Bairro da Sobra... Além do café radicaram a cultura do algodão em nossa cidade.



Sem qualquer viés político partidário penso que o ex-prefeito Mithuo Minami foi o maior administrador que a cidade já teve, transformou a cidade num verdadeiro canteiro de obras, plantou a semente da primeira faculdade de Ourinhos.


 Foto Minoru/Editada por José Neves Lopes – Memorias Ourinhenses

Truck Ito foi a maior indústria mecânica, levou o nome de Ourinhos além das fronteiras estaduais, Kobata deixou sua marca com máquinas agrícolas.


Foto: Acervo Wilson Monteiro

Em quantidade e qualidade o Armazém Tone, depois Supermercados Tone, foi o maior varejista ourinhense com suas quatro lojas, tive a honra de trabalhar com o Sr. Torataro.



Supermercado Tone ficava onde depois se instalou a Agência da Caixa Econômica Federal, na Rua Expedicionários, que fechou no começo de 2026

Ourinhos foi referência no beisebol graças a A.E.C.O, a primeira Cooperativa Agrícola era toda dirigida pelos japoneses da cidade, a Fapi só existe por iniciativa da colônia japonesa.

No ramo de hotelaria também deixaram sua marca, na acanhada Pensão Sakura", beirando a linha.
Para enumerar os nipônicos ilustres, que honraram o nome de Ourinhos, seriam necessárias boas páginas de pesquisas aprofundadas.

Em Ourinhos os “olhos puxados” tiveram influência no esporte (beisebol), na cultura (AECO), na religião (Seicho-no-Iê), na culinária (Bar Marabá e Bar Ipiranga) e na vida, de uma maneira geral!

Eu, do meu lado, agradeço ao Miyogi Kitagawa, por ter indicado para trabalhar com ele no Supermercado do Torataro Tone, ao Cadiô por ter me dado uma chance no Comercial da Vila Perino e ao Professor Matsumoto que me ensinou a gostar de matemática.


Contrato de João Neto n
o Supermercado do Torataro Tone (Foto: Arquivo Pessoal)

Certamente, os nipônicos que deixaram a terra do sol nascente para tentar a vida cá, sentiram saudades do Japão... Tal sentimento ficou eternizado na canção "Kokorono-niji" do conjunto "Os Incríveis"!

Arigatô!