João Neto: De volta para o passado!

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Penso assim...

Não há o que fazer ante o avanço do tempo e do envelhecimento e posterior morte dos moradores, sejam eles de quaisquer localidades e do tipo de moradia.

As novas gerações são apresentadas às novas tecnologias e aos novos e modernos projetos arquitetônicos. Novas formas de construção e moradias são implementadas, e como tudo que é novo deseja somente se associar ao que é moderno, futurista.

Essas novas gerações irão, automaticamente, abandonar tudo aquilo que a envolveu quando ainda criança, mesmo que as coisas estejam completamente eivadas de sentimentos nostálgicos de afeição aos pais e avós.

A única e verdadeira ação que deveria ser feita é a preservação da memória da casa abandonada ou, em vias de ser demolida, por historiadores de universidades públicas e privadas, todos atuando juntos com os departamentos de cultura e turismo dos municípios, trabalhando coordenadamente para fotografar, filmar, registrar, recolher objetos de valor histórico, ou didático, para os acervos de museus, coletar relatos de antigos moradores e vizinhos da casa contando quem foram os moradores e um pouco da trajetória de vida de cada morador que ali habitou.


Somente depois dessas ações é que a prefeitura e o Conselho Regional de Engenharia deveriam liberar o imóvel aos herdeiros para a demolição.


Resta nosso lamento, tal qual a canção "Meu Reino Encantado" que descreve com amplitude nosso choro silencioso!

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