João Neto: “Desindependência ou Morte"

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Apesar do céu azul e do sol típico “um pra cada um”, a brisa de outubro arrastava alguns papéis pelo meio fio e tremulava as bandeirolas do Santander, que ofereciam juros baixos, na revenda de carros da esquina...

No mais, a semana foi embaçada... A esposa estava em Curitiba treinando para ensinar a treinar e adquirindo aquela laringite que só Curitiba oferece - e nem Cataflan cura.

A palavra “produtividade” saiu da pauta e deu lugar a "controle”, que voltou à tona, ameaçando implodir a democracia... Na verdade foi um alarme falso, resultado de uma briga pelo poder que começou em 1500 depois de Cristo - um ano e meio antes da data prevista.

No supermercado dei de cara com as portas fechadas... Falha minha, esqueci que hoje é feriado, feriado que nem sei qual é,  Feriado de Tiradentes tenho certeza que não, afinal abril já passou!

Nada que pudesse abalar meu humor, afinal, nós que trabalhamos em regime de plantão nunca sabemos quando é dia “útil” e quando é feriado... Na verdade somos úteis o tempo todo, os gráficos e planilhas é que insistem em medir nossa capacidade produtiva, no mais, somos e continuamos felizes!

Neste instante estou ajustando meus telescópios... Logo mais, às 3 da manhã, haverá uma chuva de estrelas cadentes da constelação Lira... Serão vinte explosões por hora... Vai que um meteoro desses cai na cabeça de quem não presta!

A dica é aproveitar o feriado, como se fosse feriado de Tiradentes... Esquecemos que os inconfidentes morreram protestando contra o “quinto” (exatos 20%) de impostos devidos, e nós, passíveis, estamos aceitando que nos esfolem em quase 50% do que produzimos... Sinais de uma sociedade que aceitou o cabresto - e faz tempo!

Estarei rodando, na próxima semana, um abaixo-assinado pedindo a volta do Brasil para as mãos dos portugueses (seria a “desindependência”)... Vinte por cento de impostos, para mim, é mais do que justo...

Tiradentes que me perdoe!