Pois é...
O trecho da BR-153, entre Ourinhos (Marques dos Reis) e Santo Antônio da Platina (PR), está sendo duplicado, uma baita melhoria para quem faz uso desse pedaço da estrada, mais agilidade, conforto e segurança para os usuários: viajantes, moradores e transportadores.
Necessário dizer que, quando saí de Ourinhos, em 1982, nesse trecho da Transbrasiliana, num ônibus antigo da Princesa do Norte, vim parar justamente aqui, em Santo Antônio da Platina, cidade que me acolheu e onde constituí família.
Semanalmente faço esse trajeto, confesso que saí de Ourinhos, porém, Ourinhos não saiu de mim.
Claro e evidente que, uma obra desse porte, geraria várias discussões, um debate acirrado dos que defendem o progresso e dos que defendem questões sociais, históricas e ambientais...
A maior discussão, tenho certeza, está na implosão de um pedaço da "Pedra Criminosa", logo na saída de Marques dos Reis, por se tratar, segundo especialistas, de parte da história.
Vamos lá... ninguém sabe ao certo a origem do nome "Pedra Criminosa", as suposições são várias: que debaixo da pedra, um criminoso se escondia - que o local foi palco de vários acidentes automobilísticos com mortes e, a mais lógica, é que, quando da Revolução de 1932, as tropas de Getúlio Vargas ficaram entrincheiradas sob a grande pedra e, como os paulistas chamavam os soldados do governo de "criminosos", ficou convencionado o nome "Pedra Criminosa".

Deixando de lado as especulações, vamos para o meu lado, a consequência da obra para minha vida: perdi meu fornecedor de pamonhas, sim, logo depois do campo de futebol de Marques dos Reis, do lado da margem do Rio Paranapanema, um senhorzinho vendia sua garapa e sua pamonha, a melhor de todas, saborosa, rechonchuda e de bom preço.
Fiquei órfão do pamonheiro, perdi o sabor daquela maravilha dos domingos à tarde... um senhor educado que, além do produto de alta qualidade ainda aceitava pix.


Hoje no seu local de comércio, apenas uma gigantesca placa ameaçadora e restritiva: "Proibida construção e comercialização neste local".
Enquanto muito se discute os impactos da duplicação da estrada, eu, definitivamente, não estou nem aí para debates ideológicos - não aceito, de jeito nenhum, a perda do meu fornecedor de pamonhas (o puro creme do milho verde!), recebam este texto como o meu mais puro e contundente protesto!
O trecho da BR-153, entre Ourinhos (Marques dos Reis) e Santo Antônio da Platina (PR), está sendo duplicado, uma baita melhoria para quem faz uso desse pedaço da estrada, mais agilidade, conforto e segurança para os usuários: viajantes, moradores e transportadores.
Necessário dizer que, quando saí de Ourinhos, em 1982, nesse trecho da Transbrasiliana, num ônibus antigo da Princesa do Norte, vim parar justamente aqui, em Santo Antônio da Platina, cidade que me acolheu e onde constituí família.
Semanalmente faço esse trajeto, confesso que saí de Ourinhos, porém, Ourinhos não saiu de mim.
Claro e evidente que, uma obra desse porte, geraria várias discussões, um debate acirrado dos que defendem o progresso e dos que defendem questões sociais, históricas e ambientais...
A maior discussão, tenho certeza, está na implosão de um pedaço da "Pedra Criminosa", logo na saída de Marques dos Reis, por se tratar, segundo especialistas, de parte da história.
Vamos lá... ninguém sabe ao certo a origem do nome "Pedra Criminosa", as suposições são várias: que debaixo da pedra, um criminoso se escondia - que o local foi palco de vários acidentes automobilísticos com mortes e, a mais lógica, é que, quando da Revolução de 1932, as tropas de Getúlio Vargas ficaram entrincheiradas sob a grande pedra e, como os paulistas chamavam os soldados do governo de "criminosos", ficou convencionado o nome "Pedra Criminosa".

Deixando de lado as especulações, vamos para o meu lado, a consequência da obra para minha vida: perdi meu fornecedor de pamonhas, sim, logo depois do campo de futebol de Marques dos Reis, do lado da margem do Rio Paranapanema, um senhorzinho vendia sua garapa e sua pamonha, a melhor de todas, saborosa, rechonchuda e de bom preço.
Fiquei órfão do pamonheiro, perdi o sabor daquela maravilha dos domingos à tarde... um senhor educado que, além do produto de alta qualidade ainda aceitava pix.


Hoje no seu local de comércio, apenas uma gigantesca placa ameaçadora e restritiva: "Proibida construção e comercialização neste local".
Enquanto muito se discute os impactos da duplicação da estrada, eu, definitivamente, não estou nem aí para debates ideológicos - não aceito, de jeito nenhum, a perda do meu fornecedor de pamonhas (o puro creme do milho verde!), recebam este texto como o meu mais puro e contundente protesto!
⚠️ AVISO SOBRE DIREITOS AUTORAIS
Todo o conteúdo publicado no site, incluindo textos, fotografias, vídeos, artes, logotipos e demais materiais jornalísticos, é protegido pela Lei de Direitos Autorais (Lei Federal nº 9.610/98).
É expressamente proibida a reprodução, cópia, distribuição, retransmissão ou utilização total ou parcial de qualquer conteúdo deste portal sem autorização prévia e formal do site Passando a Régua.
A utilização indevida de material protegido poderá resultar em responsabilização civil e criminal, conforme previsto na legislação brasileira.
O compartilhamento de links das matérias é permitido, desde que preservada a autoria e a integridade do conteúdo.



