Quando criança, eu aguardava com ansiedade o dia em que meu pai me levava ao barbeiro, era um acontecimento... pelo menos uma vez por mês a gente visitava o salão do Baiano, bem em frente o Marinho Veículos - Revenda Dodge, na Duque de Caxias em Ourinhos (SP).
No salão de barbeiro a gente ouvia histórias e estórias, política e futebol eram os assuntos preferidos e recorrentes, sem contar os fuxicos da vida alheia, foi numa dessas fofocas que descobri que a mulher do guarda noturno estava dando para o Varti, que deveria se chamar Walter, porém, Varti é a maneira como nós, caipiras ortodoxos, chamamos por todos "Walter".
Voltando ao Baiano barbeiro, o que eu gostava mesmo era que, após o corte, ele fazia o pé do cabelo na navalha e finalizava passando uma colônia chamada "Água Velva", era uma fragrância maravilhosa que ficava impregnada na pele o dia inteiro.

Bem...
Quando vim morar e trabalhar em Santo Antônio da Platina (PR), obviamente tive que procurar um barbeiro, o primeiro que encontrei: Devan Barbeiro, me tornei freguês e amigo dele, desde 82 até 2020, quando ele sucumbiu à covid.
Minha fidelidade ao Devan, acho, era devido às mesmas coisas que existia no Baiano: discussão política e futebol, fuxico da vida alheia, revista de mulher pelada e a especialíssima "Água Velva", o mesmo perfume e mesma suavidade de sempre.
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Galos Barbearia
Com a morte do Devan, me tornei cliente da "Galo's Barbearia", aqui os assuntos são os mesmos, as fofocas também, porém não tem Água Velva, mas os caras são tão sofisticados que até a colônia é diferenciada, a fragrância é árabe, um escândalo de tão deliciosa, me fizeram até esquecer a Água Velva.
Como diria Belchior: "eu não estou interessado em nenhuma teoria..." vou continuar usando a colônia árabe, a Água Velva vai ficar guardada na minha memória!
No salão de barbeiro a gente ouvia histórias e estórias, política e futebol eram os assuntos preferidos e recorrentes, sem contar os fuxicos da vida alheia, foi numa dessas fofocas que descobri que a mulher do guarda noturno estava dando para o Varti, que deveria se chamar Walter, porém, Varti é a maneira como nós, caipiras ortodoxos, chamamos por todos "Walter".
Voltando ao Baiano barbeiro, o que eu gostava mesmo era que, após o corte, ele fazia o pé do cabelo na navalha e finalizava passando uma colônia chamada "Água Velva", era uma fragrância maravilhosa que ficava impregnada na pele o dia inteiro.

Bem...
Quando vim morar e trabalhar em Santo Antônio da Platina (PR), obviamente tive que procurar um barbeiro, o primeiro que encontrei: Devan Barbeiro, me tornei freguês e amigo dele, desde 82 até 2020, quando ele sucumbiu à covid.
Minha fidelidade ao Devan, acho, era devido às mesmas coisas que existia no Baiano: discussão política e futebol, fuxico da vida alheia, revista de mulher pelada e a especialíssima "Água Velva", o mesmo perfume e mesma suavidade de sempre.
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Galos Barbearia
Com a morte do Devan, me tornei cliente da "Galo's Barbearia", aqui os assuntos são os mesmos, as fofocas também, porém não tem Água Velva, mas os caras são tão sofisticados que até a colônia é diferenciada, a fragrância é árabe, um escândalo de tão deliciosa, me fizeram até esquecer a Água Velva.
Como diria Belchior: "eu não estou interessado em nenhuma teoria..." vou continuar usando a colônia árabe, a Água Velva vai ficar guardada na minha memória!
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