- João, me ajuda puxar a lona pra cobrir o tanque, o sol está muito ardido!
Aquela lona velha era o protetor solar de mamãe!
Ali, naquele tanque, minha mãe passava metade do dia, a parte da manhã.
Era um tal de esfregar, ensaboar, bater e enxaguar nossa roupa que, após limpinha, era dependurada no varal.
Porém, a lavagem da roupa não terminava quando era estendida, a pós lavagem exigia vigilância ao tempo, caso chovesse era a maior correria, minha mãe gritava:
- Acudam, me ajudem a recolher a roupa, vai ficar cheirando cachorro molhado!
A gente ia, cada um ajudava um pouco, rapidinho a gente recolhia toda roupa.
Agora, aqui, vendo o tanque abandonado, o "protetor solar" virou um trapo velho esturricado, percebo o quanto era sofrida a tarefa de mamãe: coluna arcada, barriga molhada e mãos judiadas pelo sabão de soda.
Confesso que nunca vi minha mãe com as unhas pintadas, ela não tinha tempo, o esmalte não resistiria um dia sequer.
O tanque sugere a presença dela... Organizada, caprichosa e econômica.
Giro a torneira, está seca... O mato e o abandono tomam conta do entorno, o silêncio do local me incomoda.
Antes de sair percebo uma sacolinha dependurada, os prendedores de roupa foram preservados.
Vou saindo, fecho o portãozinho sem olhar pra trás, prometo que nunca mais voltarei aqui!
Aquela lona velha era o protetor solar de mamãe!
Ali, naquele tanque, minha mãe passava metade do dia, a parte da manhã.
Era um tal de esfregar, ensaboar, bater e enxaguar nossa roupa que, após limpinha, era dependurada no varal.
Porém, a lavagem da roupa não terminava quando era estendida, a pós lavagem exigia vigilância ao tempo, caso chovesse era a maior correria, minha mãe gritava:
- Acudam, me ajudem a recolher a roupa, vai ficar cheirando cachorro molhado!
A gente ia, cada um ajudava um pouco, rapidinho a gente recolhia toda roupa.
Agora, aqui, vendo o tanque abandonado, o "protetor solar" virou um trapo velho esturricado, percebo o quanto era sofrida a tarefa de mamãe: coluna arcada, barriga molhada e mãos judiadas pelo sabão de soda.
Confesso que nunca vi minha mãe com as unhas pintadas, ela não tinha tempo, o esmalte não resistiria um dia sequer.
O tanque sugere a presença dela... Organizada, caprichosa e econômica.
Giro a torneira, está seca... O mato e o abandono tomam conta do entorno, o silêncio do local me incomoda.
Antes de sair percebo uma sacolinha dependurada, os prendedores de roupa foram preservados.
Vou saindo, fecho o portãozinho sem olhar pra trás, prometo que nunca mais voltarei aqui!
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