Nossa vida era difícil, bem difícil, financeiramente nossos recursos eram escassos, porém, as dificuldades parece que fortaleciam nossas relações familiares, o respeito imperava e a hierarquia paterna predominava, vivíamos em paz, sob regras claras e rígidas, mesmo nós, crianças, tínhamos nossas tarefas: varrer o quintal e passar escovão na casa, por exemplo.
Nós morávamos na Barão do Rio Branco, a família do tio Olavo, na 13 de maio, tio Airton na Rua Amazonas, todos na Vila Perino.
A proximidade geográfica facilitava as reuniões das famílias, volta e meia, em noites calorentas, estávamos reunidos, alguns vizinhos mais chegados também se juntavam à nós!
O povo se reunia na cozinha - a conversa ia longe... Era legal pois sempre tinha pipoca com café ou tubaína Caiçara... As tias garravam na prosa, a especialidade do grupo era fazer fuxico da vida alheia - Deus me livre.
Nós, moleques, ficávamos brincando até não aguentar mais, depois a gente se aquietava para ouvirmos as estórias e cantorias dos tios... sempre depois da viola, rolava os fascinantes causos de assombração: era causo da "noiva do seminário", da "mulher de branco do Carvoeiro", do "bebê que chorava debaixo do assoalho na Fazenda Velha", da "carroça que andava sozinha nas madrugadas da Vila Margarida", do "Zé Toucinho e seus delitos" e etc...
Hoje, ouvindo "Meu Reino Encantado" no mp3, me bateu as doces lembranças daquele tempo. Tempo da mais profunda pureza, das nossas mães sempre atentas e carinhosas e até dos parentes que, outrora eram mais unidos e mais presentes.
O que dói mais é saber que quase todos já se foram e eu fiquei aqui, olhando para uma foto envelhecida, como se a vida fosse apenas um pedaço de papel cartão!
Nós morávamos na Barão do Rio Branco, a família do tio Olavo, na 13 de maio, tio Airton na Rua Amazonas, todos na Vila Perino.
A proximidade geográfica facilitava as reuniões das famílias, volta e meia, em noites calorentas, estávamos reunidos, alguns vizinhos mais chegados também se juntavam à nós!
O povo se reunia na cozinha - a conversa ia longe... Era legal pois sempre tinha pipoca com café ou tubaína Caiçara... As tias garravam na prosa, a especialidade do grupo era fazer fuxico da vida alheia - Deus me livre.
Nós, moleques, ficávamos brincando até não aguentar mais, depois a gente se aquietava para ouvirmos as estórias e cantorias dos tios... sempre depois da viola, rolava os fascinantes causos de assombração: era causo da "noiva do seminário", da "mulher de branco do Carvoeiro", do "bebê que chorava debaixo do assoalho na Fazenda Velha", da "carroça que andava sozinha nas madrugadas da Vila Margarida", do "Zé Toucinho e seus delitos" e etc...
Hoje, ouvindo "Meu Reino Encantado" no mp3, me bateu as doces lembranças daquele tempo. Tempo da mais profunda pureza, das nossas mães sempre atentas e carinhosas e até dos parentes que, outrora eram mais unidos e mais presentes.
O que dói mais é saber que quase todos já se foram e eu fiquei aqui, olhando para uma foto envelhecida, como se a vida fosse apenas um pedaço de papel cartão!
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