Naquele dia, à procura por uma casa na área rural, acabei entrando numa estrada abandonada e sem saída, fui parar numa casinha branca desbotada, bem no fim do caminho.
A janela estava aberta, o telhado forrado de folhas ociosas e ressecadas... O silêncio do lugar era assustador, combinando com aquele sol de fim do mundo.
Buzinei a camionete ninguém saiu, acabei me assustando com duas juritis que estavam repousando numa mangueira velha e se mandaram, tão assustadas quanto eu.
Resolvi entrar na casa pela porta dos fundos... no quintal, além de uma jabuticabeira velha observei, no varal de arame farpado - enferrujado, um vestido e uma calça jeans, todos descoloridos pelo tempo, já estavam apodrecidos e em trapos.
Dentro da varandinha havia, além de um sofazinho de courvin se deteriorando, um tanque de lavar roupas, cheio de folhas escuras e um pedaço de sabão, também ressecado e rachado em ranhuras envelhecidas.
A porta da cozinha encostada, amarrada com um pedaço de arame fino, aparentava anos de omissão.
Ao abrir a porta, a dobradiça chorou o rangido dos tempos de solidão... A claridade entrou antes de mim, iluminando o ambiente.
Havia um armário velho sobre a pia, alguns utensílios de alumínio sem brilho e pretejados pelo fogão de tijolos que, coberto pelas teias de aranha, apresentava dois pedaços de lenha queimados até a metade. Sobre a pia um prato com restos esturricados de arroz.
Na parede oposta à pia vi, dependurado e manchado, um calendário antigo, de 1988, cortesia do Supermercados Tone.
Nem quis conhecer o resto da casa, simplesmente puxei a porta e a amarrei dando três voltas no arame em torno do prego.
Me peguei a questionar a razão do abandono, ficou a impressão que tiveram que sair abruptamente, talvez por problemas de saúde.
Ao sair ainda fiz o registro fotográfico... Toda a cena me trouxe uma estranha nostalgia, tristeza e medo.
Antes de ligar a camionete ouvi uma pombinha que, do alto da paineira velha, gritava preocupada: "Fogopagooooô".
A janela estava aberta, o telhado forrado de folhas ociosas e ressecadas... O silêncio do lugar era assustador, combinando com aquele sol de fim do mundo.
Buzinei a camionete ninguém saiu, acabei me assustando com duas juritis que estavam repousando numa mangueira velha e se mandaram, tão assustadas quanto eu.
Resolvi entrar na casa pela porta dos fundos... no quintal, além de uma jabuticabeira velha observei, no varal de arame farpado - enferrujado, um vestido e uma calça jeans, todos descoloridos pelo tempo, já estavam apodrecidos e em trapos.
Dentro da varandinha havia, além de um sofazinho de courvin se deteriorando, um tanque de lavar roupas, cheio de folhas escuras e um pedaço de sabão, também ressecado e rachado em ranhuras envelhecidas.
A porta da cozinha encostada, amarrada com um pedaço de arame fino, aparentava anos de omissão.
Ao abrir a porta, a dobradiça chorou o rangido dos tempos de solidão... A claridade entrou antes de mim, iluminando o ambiente.
Havia um armário velho sobre a pia, alguns utensílios de alumínio sem brilho e pretejados pelo fogão de tijolos que, coberto pelas teias de aranha, apresentava dois pedaços de lenha queimados até a metade. Sobre a pia um prato com restos esturricados de arroz.
Na parede oposta à pia vi, dependurado e manchado, um calendário antigo, de 1988, cortesia do Supermercados Tone.
Nem quis conhecer o resto da casa, simplesmente puxei a porta e a amarrei dando três voltas no arame em torno do prego.
Me peguei a questionar a razão do abandono, ficou a impressão que tiveram que sair abruptamente, talvez por problemas de saúde.
Ao sair ainda fiz o registro fotográfico... Toda a cena me trouxe uma estranha nostalgia, tristeza e medo.
Antes de ligar a camionete ouvi uma pombinha que, do alto da paineira velha, gritava preocupada: "Fogopagooooô".
⚠️ AVISO SOBRE DIREITOS AUTORAIS
Todo o conteúdo publicado no site, incluindo textos, fotografias, vídeos, artes, logotipos e demais materiais jornalísticos, é protegido pela Lei de Direitos Autorais (Lei Federal nº 9.610/98).
É expressamente proibida a reprodução, cópia, distribuição, retransmissão ou utilização total ou parcial de qualquer conteúdo deste portal sem autorização prévia e formal do site Passando a Régua.
A utilização indevida de material protegido poderá resultar em responsabilização civil e criminal, conforme previsto na legislação brasileira.
O compartilhamento de links das matérias é permitido, desde que preservada a autoria e a integridade do conteúdo.





