João Neto: Você sabe de onde eu venho?

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Eu venho dessa imagem...

Sem contar as missas e quermesses no seminário, com 10 anos, em 1970, eu saía da Barão do Rio Branco com uma caixa de engraxar atrelada nas minhas costas, subia a Dom José Marelo,  atravessava essa Praça Presidente Kennedy e seguia a Jacinto Sá sentido estação de trem, onde passava metade do dia, engraxando sapatos.

A imagem desse local, que sempre me vem à mente, é exatamente esta!

Até fiz um pente fino na imagem para ver se me achava aí, não encontrei!

Só enxerguei o rastro imaginário dos meus pés, deixando uma sutil marca de esperança.

"A mesma praça, o mesmo banco, o mesmo jardim..."! Penso que quando desencarnar, minha alma ficará vagando por esse lugar, amplo de nascimento, aconchegante por natureza.

A recordação disso tudo me remete ao trecho da "Canção do Expedicionário" com a eterna interrogação:
"Você sabe de onde eu venho?"
"...Por mais terras que eu percorra
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Sem que leve por divisa
Esse V que simboliza
A vitória que virá...."
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