Marcelo Carrião, jornalista e ex-apresentador, atualmente detido por acusações de tráfico de drogas em Santos, litoral de São Paulo, enfrentou um novo contratempo quando foi picado por uma aranha-marrom dentro de sua cela no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente. O incidente resultou em complicações de saúde, com sinais de necrose na perna direita, o que levou à necessidade de atendimento de emergência em um pronto-socorro local.
Carrião foi detido no final de fevereiro, juntamente com outros oito suspeitos, durante uma operação da Polícia Civil que descobriu três estufas de cultivo de maconha em uma residência no bairro Vila Matias, em Santos. Ele é mencionado nas investigações como o "fornecedor" das drogas.
A situação do jornalista se agravou quando ele foi picado por uma aranha-marrom dentro da prisão, resultando em uma grave infecção e fortes dores na perna direita. Após intervenção de seu advogado, Marcelo José Cruz, Carrião foi levado ao pronto-socorro de São Vicente para receber tratamento, onde recebeu soro contra o veneno do aracnídeo antes de retornar à prisão.
O advogado expressou preocupação com as condições de detenção de Carrião, descrevendo o local como "precário" e pedindo sua transferência para uma unidade prisional com melhor estrutura de saúde. No entanto, até o momento, não houve resposta das autoridades penitenciárias.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou um pedido de habeas corpus para a soltura do jornalista em segunda instância, afirmando que há evidências do envolvimento de Carrião nos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico. A desembargadora Fátima Vilas Boas Cruz, da 4ª Câmara de Direito Criminal, ressaltou a gravidade dos crimes e a necessidade de manter a prisão para preservar a ordem pública.
Carrião, formado em jornalismo pela Universidade Católica de Santos em 1995, teve uma carreira na televisão, atuando como repórter e apresentador em diversas emissoras. Sua detenção ocorreu durante a operação "Domo de Ferro", da Polícia Civil, que visava desmantelar um esquema de tráfico de drogas na região, após a prisão de duas mulheres envolvidas em um serviço de entrega de drogas por telefone. As investigações revelaram que Carrião era um dos fornecedores do grupo, conforme evidenciado em conversas encontradas em um celular apreendido.
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