Jovem de Osasco é a sétima vítima confirmada por intoxicação por metanol no estado de São Paulo

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O estado de São Paulo registrou a sétima morte confirmada por intoxicação por metanol. A vítima mais recente é Cleiton da Silva Conrado, de 25 anos, morador de Osasco, na Região Metropolitana. Ele foi encontrado morto em casa no dia 23 de setembro, após participar de um churrasco com amigos.

Segundo informações do boletim de ocorrência, o médico do Samu que atendeu o caso constatou que Cleiton já estava sem vida e sem sinais de violência. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmaram a presença de 16 decigramas por litro de metanol no sangue, além de traços de cocaína.

A companheira de Cleiton, Jhenifer Carolina dos Santos Gomes, de 26 anos, foi encontrada desacordada e encaminhada ao hospital, mas também morreu pouco depois. Sua morte ainda não consta oficialmente como investigada pelas autoridades.

Horas antes, o casal havia participado de um churrasco na casa de Daniel Antônio Francisco Ferreira, de 23 anos, também morador de Osasco, que igualmente passou mal e morreu. A esposa de Daniel, Josiellen dos Santos de Jesus, contou que o grupo comprou bebidas alcoólicas em uma adega da região, onde o marido costumava frequentar, e que todos consumiram uísque, energético e possivelmente gin.

A minha sorte é que eu não bebo. Senão, estaria ele [Daniel] em um caixão e eu do lado em outro”, relatou Josiellen, que é prima de Jhenifer.

Peritos recolheram todas as garrafas encontradas no local. A Polícia Civil investiga se as bebidas foram adulteradas com metanol, substância altamente tóxica usada em produtos industriais.

Com essa morte, as vítimas confirmadas por intoxicação por metanol em São Paulo sobem para sete. Além de Cleiton, já foram identificados:
  • Ricardo Lopes Mira, 54 anos, São Paulo
  • Marcos Antônio Jorge Júnior, 46 anos, São Paulo
  • Marcelo Lombardi, 45 anos, São Paulo
  • Bruna Araújo, 30 anos, São Bernardo do Campo
  • Daniel Antônio Francisco Ferreira, 23 anos, Osasco
  • Leonardo Anderson, 37 anos, Jundiaí
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, os casos confirmados subiram para 42, enquanto 18 ainda estão em investigação, e 423 foram descartados.

O Centro de Vigilância Sanitária (CVS-SP) reforça o alerta para que bares, adegas e comércios verifiquem a procedência das bebidas vendidas. O consumo de álcool adulterado pode causar cegueira, insuficiências renal e pulmonar, coma e morte.

Outro caso grave é o de Rafael Anjos Martins, de 28 anos, que está em coma há 50 dias após ingerir gin adulterado comprado em uma adega da Cidade Dutra, na zona sul da capital.

Em caso de suspeita de intoxicação, é essencial buscar atendimento médico imediato. A população pode localizar o serviço mais próximo em
buscasaude.prefeitura.sp.gov.br ou contatar o Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI-SP) pelos telefones (11) 5012-5311 ou 0800 771 3733.
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