Jovem é presa após sequestro de bebê em maternidade no RJ; bebê está bem e foi devolvido aos pais

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Cauane Malaquias da Costa, de 19 anos, foi presa por supostamente sequestrar o recém-nascido Ravi Cunha, levado da Maternidade Municipal Maria Amélia Buarque de Hollanda, no Rio de Janeiro, na madrugada desta quarta-feira, 1° de novembro. Detalhes da investigação revelam que Cauane esperou cerca de 5 horas na unidade de saúde até que surgisse a oportunidade de pegar o bebê.

O delegado Mário Andrade, titular da 4ª DP (Praça da República), descreveu o caso como "premeditado". Cauane, inclusive, alegava estar grávida e chegou a afirmar que o recém-nascido era dela, até mesmo aos policiais que a prenderam. Agora, ela enfrentará acusações de subtração de incapaz com colocação de lar substituto, com pena de até 6 anos de prisão.

A investigação descobriu que Cauane esteve na maternidade no dia anterior para visitar uma amiga, Raiane, que havia dado à luz. Ela chegou por volta das 10h30 e 11h da manhã à unidade e alegou que estava visitando a amiga. No entanto, permaneceu perambulando pelos corredores do hospital. Por volta das 15h, ela passou pela enfermaria, onde viu o recém-nascido Ravi, que tinha acabado de nascer, e mostrou interesse na criança.

Segundo o relato de Cauane à polícia, ela se sentou em uma cadeira, conversou com alguém e depois voltou para casa, guardando o adesivo de identificação que tinha recebido ao visitar Raiane. Por volta das 19h, Cauane saiu de casa com três bolsas, colou o adesivo que havia recebido mais cedo e conseguiu entrar no hospital normalmente. Isso ocorreu após considerações iniciais sobre uma possível invasão pela varanda.

Cauane então esperou por cerca de 5 horas até encontrar a oportunidade de pegar Ravi. Por volta da 1h (o relógio da câmera de segurança marcou 1h57), quando a mãe de Ravi e outra pessoa estavam dormindo, ela aproveitou a chance, entrou na enfermaria e pegou o bebê. Ao ser questionada sobre os motivos de suas ações, Cauane permaneceu em silêncio. As investigações sugerem que ela poderia ter sequestrado o bebê para criá-lo como seu filho, uma vez que havia alegado gravidez a seu namorado e sua família.

Cauane também admitiu ter afirmado que estava grávida e tirado fotos na maternidade para enganar sua família. Quando chegou à 4ª DP (Praça da República), conduzida por PMs da UPP do Borel, Cauane foi confrontada pela avó paterna de Ravi, Patrícia Cunha Figueira, que lhe perguntou por que ela havia feito isso com a família.

Após o sequestro, a polícia foi alertada e uma denúncia anônima levou os policiais da UPP do Morro do Borel, na Tijuca, até a casa de Cauane. Lá, encontraram Cauane com Ravi no colo. Ela ainda insistiu que era a mãe do bebê, mas acabou detida. Ravi foi entregue de volta a seus pais por volta das 9h.

Nívea reencontra Ravi após roubo do bebê — Foto: Reprodução/TV Globo

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