Renan Alves, de 25 anos, foi condenado na noite de terça-feira, 23, a 16 anos de prisão pelo assassinato brutal de Neide Aparecida Baliveira, companheira de seu pai. O crime chocante ocorreu em 12 de maio de 2022, na residência de Neide, localizada no Jardim Madrid, em Maringá, no norte do Paraná. A decisão foi proferida durante o júri popular pela juíza Sâmya Yabusame Terruel Zarpellon. Relembre o áudio acima.
No dia do crime, Renan enviou um áudio para seu pai, confessando com satisfação ter matado a mulher. O ato cruel e de motivo torpe abalou a comunidade local, deixando todos perplexos diante da brutalidade do assassinato. A defesa do acusado, representada pelo advogado Marcelo Jacomossi, considerou a decisão "satisfatória" e está avaliando a possibilidade de recorrer.
Na madrugada de 12 de maio de 2022, o pai de Renan recebeu uma ligação de Neide, relatando uma tentativa de invasão em sua residência. Ao retornar para casa, o homem deparou-se com o filho em fuga e, logo em seguida, encontrou Neide morta com múltiplos golpes de faca. A polícia foi acionada e horas depois o suspeito foi preso, sendo posteriormente encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as devidas providências.
Neide Aparecida Baliveira, de 44 anos, deixou três filhos, sendo que apenas a filha de 10 anos estava presente no momento do crime. A criança se escondeu debaixo de uma cama, no quarto da residência, enquanto os outros filhos não estavam no local. A tragédia abalou não apenas a família das vítimas, mas também a vizinhança e a cidade de Maringá como um todo.
No áudio enviado a seu pai, Renan admite ter assassinado sua madrasta, revelando uma discussão ocorrida entre a vítima e sua avó, a qual ele se referia como mãe. A gravação revela a frieza e a crueldade do jovem, deixando evidente a gravidade dos fatos e a sua responsabilidade pelo crime hediondo.
A condenação de Renan Alves a 16 anos de prisão representa um passo importante em busca da justiça para a família de Neide Aparecida Baliveira e para a sociedade em geral. O caso permanecerá na memória da cidade de Maringá como um triste exemplo de violência doméstica e crime cruel.
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