Juiz de 45 anos é encontrado carbonizado dentro de carro em estrada rural no interior de São Paulo; Polícia Civil investiga morte suspeita

Gustavo de Castro Campos era titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa e atuava na magistratura paulista desde 2014. Corpo foi localizado no banco do motorista de um veículo em chamas, em São João da Boa Vista.
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A Polícia Civil investiga a morte do juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, encontrado carbonizado dentro de um automóvel em uma estrada rural de São João da Boa Vista (SP), na noite desta quarta-feira (7). O magistrado atuava na Comarca de Mococa, no interior paulista, onde era titular da 2ª Vara desde 2021.

O caso foi registrado como morte suspeita, e as circunstâncias ainda são desconhecidas. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que trabalha para esclarecer o que aconteceu.

Segundo a Polícia Militar, uma testemunha encontrou o veículo em chamas e acionou as autoridades. Antes da chegada das equipes de emergência, a pessoa tentou conter o incêndio utilizando uma máquina escavadeira para jogar terra sobre o automóvel.

O Corpo de Bombeiros foi chamado e conseguiu controlar as chamas. Durante a vistoria, foi localizado um corpo completamente carbonizado no banco do motorista.
De acordo com a PM, o veículo pertencia ao magistrado.


Juiz Gustavo de Castro Campos atuava em Mococa (SP) e foi encontrado carbonizado em carro em São João da Boa Vusta — Foto: Reprodução

Polícia Civil investiga circunstâncias da morte
Equipes das polícias Civil e Científica estiveram no local para realizar os primeiros levantamentos. A área foi isolada para o trabalho da perícia, que busca identificar vestígios capazes de esclarecer as circunstâncias do incêndio e da morte.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São João da Boa Vista, onde exames periciais poderão contribuir para a investigação.

O delegado Jorge Mazzi, responsável pelas informações sobre o caso, afirmou que a apuração está em fase inicial e que todas as hipóteses permanecem em análise.
Por esse motivo, ainda não é possível determinar se a morte foi provocada por um acidente, por uma ação criminosa ou por outra circunstância.

Na tarde desta quinta-feira (8), o delegado informou que as investigações estão sendo conduzidas sob sigilo. Até a divulgação das informações, ninguém havia sido preso.


 
 Corpo de juiz é encontrado dentro de carro na área rural de São João da Boa Vista (SP) — Foto: Carioca Notícias Policiais


Magistrado tinha mais de dez anos de carreira na Justiça paulista
Natural de Mogi das Cruzes (SP), Gustavo de Castro Campos nasceu em 1981 e era formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas.

Segundo informações apuradas pela EPTV, afiliada da TV Globo, ele iniciou sua trajetória profissional na área jurídica em 2004, atuando como advogado. Também teve passagem pela Polícia Civil como delegado no Espírito Santo.

Em 2014, ingressou na magistratura paulista como juiz substituto da 14ª Circunscrição Judiciária, com sede em Barretos.

Ao longo da carreira, trabalhou nas comarcas de Tambaú e Santa Rita do Passa Quatro, além de Mococa, onde exercia suas funções desde 2021.

Atualmente, era titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa e residia em São João da Boa Vista, município onde seu corpo foi encontrado.

Tribunal de Justiça lamenta morte do magistrado
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) divulgou uma nota oficial lamentando o falecimento de Gustavo de Castro Campos e manifestando solidariedade aos familiares e amigos.

Na manifestação, o tribunal destacou a trajetória profissional do juiz e suas contribuições ao Poder Judiciário.

“O Tribunal registra, com gratidão, sua dedicação e contribuições prestadas ao longo da carreira”, informou o TJ-SP.

A instituição também confirmou que as circunstâncias da morte estão sendo investigadas pelas autoridades competentes.

OAB de Mococa destaca respeito e sensibilidade do juiz
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Mococa, também divulgou uma nota de pesar, ressaltando a atuação profissional e o relacionamento do magistrado com advogados, servidores e demais integrantes da Justiça.

Segundo a entidade, Gustavo era reconhecido pela cordialidade, pelo respeito e pela forma humana com que conduzia seu trabalho.

“Estamos todos estarrecidos pela triste notícia. O falecimento prematuro do magistrado consterna profundamente nossa classe”, destacou a OAB.

A entidade afirmou ainda que a atuação de Gustavo ficará marcada pela sensibilidade e pelo compromisso com uma prestação jurisdicional justa e empática.

Investigação aguarda resultados da perícia
A Polícia Civil deverá utilizar os resultados dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal e os levantamentos da Polícia Científica para tentar esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem elementos divulgados que permitam afirmar que o magistrado tenha sido vítima de um crime.

O caso permanece sob investigação, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos policiais.
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