Quase dois anos após o crime que chocou o interior de São Paulo, a Justiça condenou, nesta quarta-feira (25), a mãe e o padrasto de Yasmim Carvalho, de 13 anos, a penas que somam mais de 80 anos de reclusão. O casal foi considerado culpado pelo estupro e morte da adolescente, ocorridos no domingo de Páscoa de 2023.
De acordo com a sentença divulgada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), as penas foram fixadas da seguinte forma:
De acordo com a sentença divulgada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), as penas foram fixadas da seguinte forma:
- Padrasto: 45 anos de prisão.
- Mãe: 43 anos de prisão.
Os réus foram condenados por homicídio qualificado, cometido com meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A motivação do assassinato, segundo a acusação, teria sido assegurar a impunidade do crime de estupro de vulnerável. A mãe também responde por omissão e violência doméstica.

Relembre o caso
O crime foi descoberto após a adolescente ser levada ao pronto-socorro de Piraju (SP) sem sinais vitais. Na ocasião, a mãe alegou que a filha havia caído de um telhado. No entanto, a equipe médica identificou imediatamente sinais de agressão física severa, incluindo cicatrizes antigas e ferimentos compatíveis com golpes de madeira.
A investigação da Polícia Civil, liderada pela delegada Jordana Amorim, revelou um cenário de horror na residência da família. Foram apreendidos objetos como um cabo de vassoura partido, pedaços de madeira e uma machadinha. Pressionada pelas evidências, a mãe confessou que Yasmim era sistematicamente espancada e abusada sexualmente pelo padrasto.
"Os machucados no corpo da menina apontavam outra coisa. Os médicos perceberam que ela foi agredida com um pedaço de madeira. Foi então que a mãe acabou contando que a filha era agredida e abusada pelo padrasto", relatou a delegada à época.
Falhas na rede de proteção
O caso também levantou questionamentos sobre a eficácia dos órgãos de proteção à criança e ao adolescente. Durante o inquérito, apurou-se que o Conselho Tutelar de Sarutaiá já havia recebido denúncias anônimas sobre os abusos sofridos por Yasmim. Contudo, o atendimento psicológico que poderia ter identificado a situação e protegido a menor nunca chegou a ser agendado.
Os condenados devem cumprir as penas em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade.

Relembre o caso
O crime foi descoberto após a adolescente ser levada ao pronto-socorro de Piraju (SP) sem sinais vitais. Na ocasião, a mãe alegou que a filha havia caído de um telhado. No entanto, a equipe médica identificou imediatamente sinais de agressão física severa, incluindo cicatrizes antigas e ferimentos compatíveis com golpes de madeira.
A investigação da Polícia Civil, liderada pela delegada Jordana Amorim, revelou um cenário de horror na residência da família. Foram apreendidos objetos como um cabo de vassoura partido, pedaços de madeira e uma machadinha. Pressionada pelas evidências, a mãe confessou que Yasmim era sistematicamente espancada e abusada sexualmente pelo padrasto.
"Os machucados no corpo da menina apontavam outra coisa. Os médicos perceberam que ela foi agredida com um pedaço de madeira. Foi então que a mãe acabou contando que a filha era agredida e abusada pelo padrasto", relatou a delegada à época.
Falhas na rede de proteção
O caso também levantou questionamentos sobre a eficácia dos órgãos de proteção à criança e ao adolescente. Durante o inquérito, apurou-se que o Conselho Tutelar de Sarutaiá já havia recebido denúncias anônimas sobre os abusos sofridos por Yasmim. Contudo, o atendimento psicológico que poderia ter identificado a situação e protegido a menor nunca chegou a ser agendado.
Os condenados devem cumprir as penas em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade.





