Justiça converte em preventiva prisão de suspeito de roubar caminhonete da CART e atropelar funcionário; vídeo mostra fuga dentro de posto

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A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Paulo Roberto Reis Zanata, de 29 anos, acusado de roubar uma caminhonete da concessionária CART e atropelar um funcionário da empresa durante uma ocorrência na madrugada deste domingo, 2, na Rodovia Engenheiro João Batista Cabral Rennó (SP-225), no trecho de Espírito Santo do Turvo (SP).

A decisão foi tomada durante audiência de custódia. O juiz considerou que havia elementos que indicavam a prática, em tese, do crime de latrocínio tentado — roubo seguido de violência com intenção de assegurar a posse do bem ou a fuga — e determinou que o investigado permaneça preso.

O caso ganhou novas imagens após a divulgação de um vídeo registrado por câmeras de segurança do Posto Graal Estação Kafé. As imagens foram obtidas pelo jornalista Dário Miguel, do Portal Diário Cidadão, e mostram o momento em que Paulo Roberto está dentro da caminhonete da CART, circulando pelo pátio do posto por diversas vezes antes de colidir o veículo contra uma estrutura na entrada do estabelecimento.

No vídeo, é possível observar a movimentação do veículo da concessionária dentro do posto até a colisão, que ocorreu antes da chegada dos policiais militares rodoviários. Após o impacto, funcionários da CART conseguiram impedir que o suspeito continuasse a fuga.

Segundo o registro policial, a ocorrência teve início após um acidente de trânsito na SP-225, na altura do km 297, na zona rural de Espírito Santo do Turvo. Um colaborador da CART, identificado como Alexandre Monari, de 44 anos, foi enviado ao local para prestar atendimento ao motorista envolvido no acidente.


Vítima Alexandre Monari, de 44 anos ficou em estado grave

Durante o atendimento, segundo a investigação, Paulo teria tomado posse da caminhonete da concessionária e fugido. Ao tentar impedir a ação, o funcionário acabou sendo atropelado pelo veículo.

Equipes da Polícia Militar Rodoviária foram acionadas pela concessionária e localizaram o suspeito no Posto Graal Estação Kafé, já contido por funcionários. A caminhonete havia colidido contra um canteiro utilizado para restringir o acesso de caminhões a uma área interna.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, Paulo estava calmo durante a abordagem e não apresentou resistência, mas foi algemado devido ao risco de fuga.

Aos policiais, ele afirmou inicialmente que havia ido até Espírito Santo do Turvo para visitar os pais após problemas relacionados à separação da esposa. Disse também que havia ingerido bebida alcoólica e feito uso de cocaína. O teste do etilômetro apresentou resultado negativo, e o investigado recusou fornecer material biológico para exame que pudesse confirmar eventual uso de álcool ou entorpecentes.

Em um primeiro relato, feito ainda no local, Paulo teria informado que perdeu o controle do próprio veículo e bateu contra uma mureta. Depois, disse que um funcionário da CART chegou para prestar atendimento e que teria entrado na caminhonete para ir até um posto de combustível, momento em que o colaborador tentou impedir sua saída e acabou atingido.

Já durante o interrogatório na Delegacia, o suspeito apresentou uma nova versão, afirmando que estaria sendo perseguido. A Polícia Civil informou que a declaração foi considerada incompatível com a versão inicial apresentada.

A vítima, Alexandre Monari, foi encaminhada para a Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo, onde recebeu atendimento médico. Segundo informações repassadas à polícia, ele sofreu traumatismo cranioencefálico grave e permanece internado em estado grave, com risco iminente de morte. Alexandre é morador de Paulistânia (SP).

Na decisão que converteu a prisão, o magistrado destacou a gravidade da conduta investigada, apontando que a violência empregada contra o funcionário teria ocorrido durante a subtração do veículo e para garantir a fuga.

A Justiça também considerou os antecedentes criminais apresentados no processo, que apontam registros anteriores por delitos graves, incluindo tráfico de drogas com condenação definitiva.

Com a decisão, Paulo Roberto Reis Zanata permanece preso preventivamente e à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que reuniu imagens das câmeras de segurança do posto, depoimentos e demais elementos para a apuração dos fatos.
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